TikTok
Youtube
X (Twitter)
Instagram
Facebook
Whatsapp

STJD interdita Arena MRV, em BH, após episódios de violência

12/11/2024 às 14h24 - Atualizado em 12/11/2024 às 15h44
arena mrv
Arena MRV fica na região Noroeste de BH (Arena MRV/Divulgação)

O presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol (STJD), Luís Otávio Verissimo, determinou nesta terça-feira (12), a interdição imediata da Arena MRV, em Belo Horizonte. A decisão atende a um pedido da Procuradoria, que solicitou a medida por questões de segurança no estádio.

Além da interdição, Verissimo determinou que o Atlético-MG realize suas partidas em outro local, sem a presença de público, até que o clube comprove ter implementado todas as medidas necessárias para garantir a segurança na Arena MRV.

Em seu perfil oficial no X (antigo Twitter), o Atlético informou que, pelo fato de o STJD não ter oportunizado ao CAM o exercício do direito de defesa, o clube apresentará um pedido de reconsideração. “O pedido será fundamentado em tudo que foi e está sendo feito pelo Galo em relação à segurança da Arena MRV. O Atlético irá cumprir a ordem do STJD, mas entende que a garantia do direito à ampla defesa é indispensável para a construção de uma decisão justa”, argumentou.

A medida atende a um pedido da Procuradoria do órgão, feito com base nos episódios de violência registrados durante partida entre Atlético-MG e Flamengo, no último domingo (10), pela final da Copa do Brasil.

Após o primeiro gol do Flamengo, torcedores arremessaram bombas e objetos em campo, enquanto xingavam os jogadores do Galo. Um dos explosivos atingiu um fotógrafo que cobria a disputa. Nuremberg José Maria teve três dedos quebrados e rompimento de tendões.

Após o episódio, a Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos de Minas Gerais (Arfoc-MG) declarou que já havia alertado a administração da Arena sobre os riscos à segurança dos profissionais e de equipamentos em campo.

A súmula da partida também registrou tentativas de invasão de campo e apontamento de laser contra o goleiro adversário durante o jogo.

“Aduz a Procuradoria que as infrações lamentáveis foram amplamente noticiadas pela imprensa nacional e registradas na súmula arbitral, apresentando claramente que a entidade mandante (Requerido), mostrou-se incapaz de manter a ordem e a segurança em sua praça desportiva”, indica trecho da decisão.

“Os elementos probatórios apresentados pela PGJD, incluindo relatos da súmula da partida elaborada pelo árbitro Raphael Claus, imagens veiculadas pela imprensa e os boletins de ocorrência lavrados pela Polícia Militar são contundentes em evidenciar a ocorrência de graves incidentes de violência praticados pela torcida mandante. Ressalte-se que a gravidade dos fatos é ainda mais acentuada pela previsibilidade do ânimo hostil existente entre as torcidas dos clubes finalistas (Flamengo e Atlético Mineiro), fato amplamente conhecido e que impõe um dever redobrado de planejamento e implementação de medidas efetivas pelo clube mandante para neutralizar eventos de violência ou desordem”, completa.

Redação BHAZ

Mais lidas do dia

Leia mais

Acompanhe com o BHAZ