Belo Horizonte amanheceu com uma “cortina de fumaça” cinza no ar nesta segunda-feira (2). De acordo com especialistas, o fenômeno é chamado de névoa seca.
O evento, de acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), ocorre quando há “suspensão de partículas de poeira fina e/ou fumaça no ar”. “Invisíveis a olho nu, as partículas reduzem a visibilidade e são suficientemente numerosas para dar ao ar um aspecto opaco”, completa nota explicativa da instituição.
A meteorologista Anete Fernandes, do Inmet, detalha que há, ao menos, duas explicações para a ocorrência do fenômeno hoje na cidade. “Isso é material particulado, poluição do tempo seco e com certeza tem transporte de fumaça. Pode ser do entorno [da cidade], mas também estamos com escoamento de [vento do] oeste, então pode ser remoto”, disse a especialista.
O fim de semana foi marcado por uma série de incêndios em vegetação em diferentes pontos de Belo Horizonte e região metropolitana.
Durante a noite deste domingo (1º), uma grande “linha” de fogo se formou no alto da mata que circunda o Vale do Sereno, em Nova Lima, na Grande BH. Mais cedo, um incêndio em mata na mesma região causou destruição vegetal e, por pouco, não atingiu condomínio de luxo.
Internautas relataram que um dos brinquedos do playground de um condomínio foi atingido pela fuligem, o que acabou incendiado a estrutura.
Dentre as cidades da Grande BH e região central que também registraram focos de queimadas no fim de semana estão Contagem, Barão de Cocais, São Gonçalo do Rio Abaixo e Sete Lagoas.
O Corpo de Bombeiros ainda não contabilizou o número de chamados apenas no fim de semana. Em Belo Horizonte, durante o mês de agosto, foram registradas 185 ocorrências. Na região metropolitana de BH foram 1.134.
Segundo a corporação, em todo o estado, o número de focos de incêndio até agosto deste ano (19.388) já superou todas as ocorrências de 2023 (17.135).










