As altas temperaturas seguem em Minas Gerais nos próximos dias com uma onda de calor que atinge, especialmente, Belo Horizonte e Região Metropolitana. De acordo com o Climatempo, esta é a segunda onda de calor registrada neste inverno — a primeira ocorreu em agosto e agora o fenômeno se repete em setembro, já no período de transição para a primavera, que começa oficialmente no dia 22.
As temperaturas devem permanecer elevadas ao longo da semana, com mínimas variando entre 17°C e 18°C durante a madrugada e máximas chegando a 30°C ou 31°C à tarde. No domingo (21), com a aproximação de uma frente fria vinda do Sul do país, a expectativa é de que os termômetros marquem entre 33°C e 34°C na capital mineira, configurando o ápice do calor.
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E a chuva?
Apesar da intensidade das altas temperaturas, ainda há chance de chuvas isoladas. Nesta quarta-feira (17), o calor combinado à umidade pode provocar pancadas rápidas em pontos da Região Metropolitana, especialmente em Nova Lima, Raposos, Barreiro e na região Centro-Sul de Belo Horizonte.
As chuvas mais significativas, no entanto, estão previstas apenas para a próxima semana. Na segunda-feira (22), áreas do Triângulo Mineiro, Sul e Oeste de Minas devem registrar precipitações isoladas. Já na terça (23) e quarta-feira (24), a chegada de um sistema frontal deve trazer pancadas fortes acompanhadas de raios e rajadas de vento, atingindo também a Zona da Mata e o Leste do estado.
Com isso, a tendência é que o calor perca força a partir do meio da próxima semana, quando a frente fria deverá amenizar as temperaturas em grande parte do território mineiro. Até lá, os dias devem seguir com altas amplitudes térmicas e tardes de forte calor em todas as regiões.
Período mais longo de frio nos últimos anos
Minas Gerais registra um dos períodos de frio mais longos e úmidos dos últimos anos, segundo o meteorologista Ruibran dos Reis, mas não se assuste, este é o normal da capital mineira. Entre abril e setembro, seis a sete massas de ar polar passaram pelo estado, mantendo temperaturas baixas e alta umidade.
O prolongamento do frio está ligado à neutralidade atmosférica, sem incidência de El Niño ou La Niña desde abril. “As frentes frias seguiram normalmente pelo litoral Sudeste e voltamos a ter um inverno e outono longos e úmidos”, explica Reis. Essa umidade contribuiu para reduzir o número de focos de incêndio no estado.











