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Parque Municipal de BH: Horários de funcionamento, retirada de ingressos e curiosidades

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Parque Municipal de BH fica aberto de terça a domingo (Amanda Dias/BHAZ)

O parque Américo Renné Giannetti, conhecido popularmente como Parque Municipal de BH, é um dos cartões-postais da capital mineira. Com 125 anos, o local nasceu antes mesmo da própria cidade e abriga diversas espécies de animais e plantas e bastante da história de Belo Horizonte.

Nesta matéria especial, o BHAZ te apresenta a história do parque e traça um guia para o visitante, com todos os detalhes do espaço, dos tradicionais lambe-lambe aos brinquedos e, claro, o Teatro Francisco Nunes, o Palácio das Artes e o Cine Humberto Mauro.

Palácio das Artes

O Palácio das Artes foi inaugurado em 1971, vinculado à Fundação Clóvis Salgado. Ele fica localizado em uma área de 18 mil metros quadrados dentro do Parque Municipal de BH. O local é o maior centro de produção e difusão de cultura de Minas Gerais, sendo também um dos maiores da América Latina.

Na região Central de BH, o local reúne diversos espaços culturais: o Grande Teatro, o Teatro João Ceschiatti, a Sala Juvenal Dias, o Cine Humberto Mauro, galerias de arte e o Centro de Formação Artística da Fundação Clóvis Salgado.

A ideia foi do ex-presidente Juscelino Kubitscheck. Ele queria um centro cultural integrado a um parque. Contudo, não foi tão simples assim, já que em 1909 já existia o Teatro Municipal de Belo Horizonte, mas já com sinais de desgaste. Foi a partir disso que a ideia de JK vingou.

Grande Teatro

O espaço foi projetado originalmente por Oscar Niemeyer, depois passou por adaptações do arquiteto Hélio Ferreira Pinto. Muito moderno, o local possui recursos cênicos e acústicos de padrão elevado. Por lá, são apresentadas óperas, peças de teatro, concertos, espetáculos de dança, shows de música popular, exibição de filmes, lançamentos de livros, palestras, congressos e seminários.

O Grande Teatro é composto de 1.705 lugares. O complexo cultural é a sede oficial da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, do Coral Lírico de Minas Gerais e da Companhia de Dança Palácio das Artes. Também abriga o Centro de Formação Artística e Tecnológica (Cefart), que oferece cursos básicos e profissionalizantes de música, dança e teatro.

Cláudia Malta, diretora artística da Fundação Clóvis Salgado, destaca que o Grande Teatro tem uma estrutura para apresentações mais complexas. “O fosso do palco é um ponto interessante do teatro, no qual cabem 180 músicos, sendo um dos maiores do país”.

Orquestra Mineira de Rock em apresentação no Grande Teatro em agosto de 2021 (Divulgação)

Incêndio

Em 7 de abril de 1997, um grande incêndio destruiu o Palácio das Artes. Cláudia se recorda bem daquele fatídico dia, e conta que o local é um “verdadeiro labirinto”. “Foi uma correira muito grande aquele dia. Os bombeiros atenderam muito rapidamente. Minha grande preocupação era com os instrumentos que ficavam no fosso da orquestra”.

“Eu gritava muito que eu precisava chegar ao fosso. Conseguiram apagar antes do incêndio chegar no palco. Tinha ali dois pianos de calda inteira e outros instrumentos caros, mas não foram danificados”, explica.

A reconstrução foi custosa, levou mais de um ano, e contou com apoio da sociedade. “Foi uma campanha incrível. A temporada de 1998 foi toda em agradecimento à comunidade. Me lembro muito das enormes filas para a retirada de ingressos logo na reabertura, com espetáculos gratuitos”.

Destaques do Palácio das Artes

Entre as grandes personalidades que já passaram pelo Grande Palácio, na área externa do Parque Municipal de BH, destacam-se o Ballet Bolshoi, Cia. Antônio Gades, Maurice Bejard, além de Mikhail Baryshnikov, Fernando Bujones e Ana Botafogo. Grupo Corpo, Cia de Dança Deborah Colker, Balé da Cidade de São Paulo, além de companhias da Inglaterra, Estados Unidos, Japão, Israel, também estão entre as apresentações no local.

Dos cantores nacionais, os principais nomes da MPB já se apresentaram no palco, como Caetano Veloso, Cartola, Chico Buarque, Elis Regina, Elza Soares, Gal Costa, Gilberto Gil, João Gilberto, Maria Bethânia, Marisa Monte, Milton Nascimento, Nana Caymmi, Nara Leão, Ney Matogrosso, Roberto Carlos, Tom Jobim, Zizi Possi, dentre outros.

Entre os artistas internacionais, Astor Piazzola, B.B. King, Charles Aznavour, Madredeus, Mercedes Sosa, Miles Davis, Stanley Jordan e Montserrat Caballé e outros.

O único escritor em língua portuguesa a conquistar o Nobel de Literatura, o português José Saramago, esteve no local para lançar seus livros e participar do programar Sempre Um Papo. Outros escritores como Adélia Prado e Raduan Nassar, além do fotógrafo Sebastião Salgado também estiveram no local.

Na cena teatral, Bibi Ferreira, Fernanda Montenegro, Marieta Severo, Marília Pera, Paulo Autran, Raul Cortez, Tônia Carrero e Grupo Galpão marcaram presença.

Uma curiosidade é que o Grande Teatro tem uma das melhores cochias do Brasil. “É muito interessante assistir um espetáculo por trás, por dentro do palco, tento essa outra visão. Já tive essa oportunidade e é uma experiência única”.

A programação completa de todos os espaços da Fundação Clóvis Salgados pode ser conferida por aqui.

Entrada do Palácio das Artes (Amanda Dias/BHAZ)

Teatro Francisco Nunes

Inaugurado em 1950 pelo prefeito Otacílio Negrão de Lima, o Teatro Francisco Nunes foi por mais de duas décadas o principal espaço cultural da capital mineira. Na era pré-Palácio das Artes, inaugurado em 1971, o palco do Chico Nunes era o principal da cidade em pleno Parque Municipal de BH.

Por lá, passaram alguns dos nomes mais importantes do teatro e da música brasileira, como os atores Paulo Autran, Oscarito e Procópio Ferreira e as atrizes Dercy Gonçalves, Wilma Henriques, Bibi Ferreira e Maria Della Costa.

Além deles, algumas das principais vozes da música brasileira também passaram por lá, como Elis Regina, Vinicius de Moraes, Clara Nunes, Nara Leão, Gonzaguinha, Cartola, João Nogueira, Chico Buarque, Rita Lee, Caetano Veloso, Gilberto Gil e muito mais.

Inicialmente, a casa chamava-se Teatro de Emergência. O nome atual é uma homenagem ao clarinetista e maestro nascido em Diamantina Francisco Nunes (1875-1934), criador da Sociedade de Concertos Sinfônicos de Belo Horizonte e que dirigiu o Conservatório Mineiro de Música.

O teatro passou por uma grande reforma em 1980 e, desde então, abriga importantes espetáculos. apresentações e eventos. Em 2009, o local bastante deteriorado e que corria risco de desabamento passou por outra reforma, sendo reaberto em 2014. Com a restauração, passou a ser um dos mais modernos palcos mineiros, com 525 lugares, mas manteve o teto ondulado característico, assim como a fachada.

A programação e os ingressos antecipados para o teatro podem ser conferidos por aqui. Outras informações pelos telefones (31) 3277-6325 ou (31) 3277-1414. Ou então envie e-mail para [email protected].

Teatro Francisco Nunes fica dentro do Parque Municipal
 Teatro Francisco Nunes (Ricardo Laf/PBH)

Cine Humberto Mauro

O Cine Humberto Mauro está localizado dentro do complexo cultural do Palácio das Artes. Mantido pela fundação Clóvis Salgado, o local é reconhecido por manter a tradição do cineclubismo, com grande variedade de suas mostras.

Humberto Mauro nasceu em Volta Grande, no dia 30 de abril de 1897 e morreu em 5 de novembro de 1983. Ele foi um dos pioneiros do cinema brasileiro. Produziu filmes entre 1925 e 1974, sempre com temática brasileira.

O espaço que fica em meio à natureza do Parque Municipal de BH realiza o tradicional Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte e o Prêmio Estímulo ao Curta-metragem de Baixo Orçamento. O lugar conta com programas permanentes de formação de público, como História Permanente do Cinema, Cineclube Francófono, Cinema e Psicanálise, dentre outros.

Vítor Miranda, diretor do Cine Humberto Mauro, destaca a importância do local para a cidade. “É um cinema de rua, gratuito, com uma grande característica de resgate. Os filmes exibidos por lá não ficam em cartaz em outros cinemas”.

O diretor ressalta ainda a localização privilegiada do teatro, bem no coração da Afonso Pena, perto da prefeitura. “Além disso, temos um aparato especial, para exibição de filmes em diversos formatos diferentes”.

Miranda reforça que o cinema sempre tem uma programação diferente, fechando somente em janeiro. “Sempre que acaba um festival, começa outro. Muita gente acha que fica fechado durante boa parte do ano, mas não, sempre temos programação”.

Zé do Caixão

Uma das personalidades que passou pelo local foi Zé do Caixão, em 2013, que foi apresentar o próprio filme. O inusitado é que, depois da exibição, ele chegou atrasado no aeroporto. “Não queriam deixar ele embarcar, ia perder o voo. Então ele fez uma cena e disse que estava amaldiçoando o avião. Os funcionários acabaram o deixando entrar e ele pegou o voo em Confins”.

São 130 lugares, com espaço reservado para PCDs (pessoas com deficiência), som dolby digital, além de equipamentos para exibição de filmes 3D e 4K. A programação completa pode ser conferida por aqui.

Debate dentro do Cine Humberto Mauro (Reprodução/FCS/Glenio Campregher)

Pelos caminhos do Parque Municipal de BH

O parque ainda possui nascentes que abastecem três lagoas e aproximadamente 280 espécies de árvores exóticas e nativas. Dentre elas, estão figueiras, jaqueiras, flamboyant, eucalipto, sapucaia, pau-mulato e muitas mais.

Dentro do espaço ainda existem diversas espécies de árvores frutíferas. Dentre os frutos mais conhecidos, estão a jaca, manga, jenipapo, goiaba, amora, jambo amarelo, jambo vermelho, mexerica, limão e graviola.

O local já chegou a ter uma fila de espera para doação de jacas, contudo, a PBH afirma que a prática acabou. Segundo o órgão, as “frutas têm como finalidade o suporte alimentar para a fauna local (tanto dos animais que vivem no Parque como daqueles que o utilizam como corredor ecológico)”. A prefeitura completa dizendo que “o paisagismo tem caráter ornamental, mas especialmente ecológico, sem a finalidade de abastecimento humano”.

Além disso, o parque abriga mais de 100 espécies de aves, como sabiás, periquitos, pica-paus, e também outros animais como gatos, gambás e micos.

Parque Municipal de BH visto de cima
Vista de cima do Parque Municipal (Amanda Dias / BHAZ)

Agendamento de visitas para o Parque Municipal de BH

Para entrar no parque, por causa da pandemia, era necessário retirar ingresso por meio da Sympla. Porém, com o retorno à normalidade, a entrada no Parque Municipal de BH voltou a acontecer livremente, sem necessidade de ingressos.

O Parque Municipal fica aberto das 8h às 17h, de terça-feira a domingo. 

Brinquedos

O Parque Municipal conta ainda com um espaço com brinquedos de parque de diversão, que pertencem e são operados por uma empresa terceirizada.

No total, são 21 brinquedos elétricos. Eles funcionam de quinta a domingo, das 8h às 16h45. Os ingressos custam R$ 3,30.

O Parque conta também com 27 brinquedos no parquinho/playground, incluindo castelão, castelinhos, balanços, planeta terra, zanga-burrinhos e outros.

Comemorações no Parque Municipal de BH

Pequenas comemorações particulares, como aniversário, casamento, chá de fraldas, dentre outras, podem ser realizadas dentro do Parque Municipal e em outros parques de BH também. Podem ser feitas de dois modos:

Eventos sem reserva de espaço e sem estrutura com até 50 pessoas: Podem ser usados os recursos que o parque oferece, mas não é permitida a utilização de mesas, cadeiras, caixotes, montagem de qualquer tipo de estrutura ou equipamentos. Também não haverá área reservada para o evento. Poderá ser realizado o piquenique tradicional com toalha estendida no chão para apoio aos alimentos, em um local que estiver disponível no parque. Não há necessidade de agendamento nem de pagamento de preço público.

Eventos com reserva: É permitida a utilização de mesa pequena para dar apoio aos alimentos e poucas cadeiras para serem usadas exclusivamente por pessoas com necessidades especiais. O local do parque a ser utilizado será pré-definido. Para isso, é necessária a obtenção de autorização e pagamento do preço público. Para formalizar a solicitação do evento com reserva, é preciso enviar e-mail para [email protected], com as seguintes informações:

  • Nome do parque e local do parque onde pretende realizar o evento;
  • Infraestrutura que será montada (valorize a paisagem do parque e use pouca estrutura. Não é permitido o uso de balões de material plástico);
  • Data e horário de realização;
  • Estimativa de número de participantes;
  • Nome e telefone para contato.

    O preço público para uso de cada um dos parques para eventos está definido na Portaria FPMZB 050/2021, que podem ser conferidos por aqui.
Visitas ao Parque Municipal são gratuitas mediante à retirada de ingressos (Breno Pataro/PBH)

Ensaios fotográficos

Qualquer pessoa pode fazer um ensaio fotográfico dentro do Parque Municipal de BH. Fotos para uso particular (como de gestante, noivas, cunho pessoal e outras) não precisam de agendamento nem pagamento de preço público. Contudo, devem ser realizadas nos espaços abertos à visitação e no horário de funcionamento, sem montagem de estrutura e sem atrapalhar a circulação do público.

Caso haja a necessidade de exclusividade de área, as fotos ou filmagens tenham finalidade comercial ou publicitária ou a área a ser utilizada seja de acesso restrito, é necessário agendar e pagar preço público. O preço público para uso dos parques para fotografia e filmagem está definido na Portaria FPMZB 050/2021.

Para realizar um dos casos que necessita agendamento (finalidade comercial, necessidade de exclusividade de área ou acesso a áreas restritas), também é preciso enviar e-mail para [email protected] informando:

  • Nome da atividade;
  • Nome do parque e local do parque onde pretende realizar a atividade;
  • Infraestrutura que será montada;
  • Data e horário de realização (data e horário de montagem e desmontagem, se houver);
  • Quantidade de pessoas na equipe de produção;
  • Finalidade das fotos e filmagens;
  • Nome e telefone para contato.

Mercado das Flores

A esquina da rua da Bahia com a avenida Afonso Pena, uma das pontas do Parque Municipal de BH, é um dos pontos mais tradicionais de Belo Horizonte. Lá, onde por décadas funciona o Mercado das Flores, abrigou também o famoso Bar do Ponto.

O local está desativado desde 2017, quando fechou para reforma. A prefeitura agora busca empreendedores interessados em ocupar o espaço, dando novo significado ao local a partir de junho de 2023.

O Mercado das Flores fica logo ao lado do Parque Municipal (Antônio Rodrigues/PBH)

Lambe-lambe no Parque Municipal de BH

Popularmente conhecidos como “lambe-lambes”, os fotógrafos de rua foram os grandes responsáveis pela popularização da fotografia na capital mineira, no início do século 20. Durante muito tempo, registraram o cotidiano dos belo-horizontinos e mostraram diversas gerações.

Segundo a prefeitura, a origem do termo “lambe-lambe” é bem controversa. Uma versão diz que é por eles usarem chapas de vidro como negativo. Eles passavam a língua na chapa para identificar o lado mais áspero, que era usado para aplicar a emulsão fotográfica, praticamente imperceptível a olho nu.

E foram eles os primeiros a se estabelecerem no Parque Municipal de BH. Inicialmente, em 1925, eram cinco devidamente registrados. Com o passar do tempo, a imagem dos “lambe-lambes” e a do parque ficaram tão associados que eles passaram a fazer parte da paisagem do local.

Burrinhos

Todos os sábados, domingos e feriados, o Parque Municipal contava com passeios em burrinhos. Os animais eram trazidos de Itaúna, na região Central de Minas, para Belo Horizonte. Cerca de 15 animais faziam a alegria das crianças com uma rota pelo local.

Com a pandemia, o local ficou fechado por vários meses. Em novembro do ano passado, o Parque Municipal voltou a funcionar, dessa vez, com retirada de ingressos para entrar.

Contudo, “após o retorno das atividades no parque, o prestador de serviço, responsável pelos burrinhos, não retornou com os animais e os passeios para visitantes”, diz a PBH.

Recomendações para quem visita o Parque Municipal de BH

Para um passeio tranquilo e seguro pelo local, a Prefeitura de Belo Horizonte deixa algumas recomendações, como, por exemplo, utilizar corretamente as lixeiras, respeitar a distância mínima de um metro dos demais visitantes, e não tocar nos animais silvestres, nem alimentá-los.

Além disso, a prefeitura também pede para não utilizar espaços bloqueados e usar bebedouros apenas para encher garrafas e copos individuais. Fique atento também para respeitar as orientações e sinalizações da administração do parque.

Visitantes têm diversas opções de lazer dentro do Parque Municipal (Amanda Dias/BHAZ)

Raiva humana

Em 2021, 21 morcegos tiveram diagnósticos positivos para a raiva na capital mineira. Até agora, não foi identificado nenhum outro animal com a doença.

Já neste ano, foram encontrados morcegos com a doença no Parque Municipal de BH. Como é uma doença com letalidade de praticamente 100% dos infectados, a Secretaria Municipal de Saúde fez a aplicação da primeira dose e/ou reforço da vacinação antirrábica em todos os felinos do local. Logo depois da imunização, foi necessário manter a área fechada para monitoramento.

O contágio da doença ocorre, principalmente, por meio de arranhões ou mordidas. Para evitar que isso ocorra, a prefeitura deixa algumas orientações aos visitantes:

  • Não tocar em animais, vivos ou mortos. Caso veja animais aparentemente doentes ou mortos, informe imediatamente a um colaborador do parque ou peça apoio na administração. A equipe responsável pelo parque seguirá o fluxo correto e seguro para atendimento e/ou encaminhamento do animal;
  • Em caso de contato acidental ou agressão (mordidas, arranhões), busque apoio imediato na administração do parque, que lhe dará a orientação necessária;
  • Não alimente os animais. Toda a alimentação necessária para o bem estar e nutrição adequada da fauna do parque é fornecida pela PBH em parceria com voluntários cadastrados;
  • Além disso, se for passear com seu cão ou gato no parque, mantenha-o na guia. 

Por fim, o órgão municipal pede para que todos os donos de cães e gatos vacinem seus bichinhos.

Entrada do Parque Municipal na avenida Afonso Pena (Amanda Dias/BHAZ)

História do Parque Municipal de BH

O Parque Municipal de BH foi inaugurado em 26 de setembro de 1897. Na época, a intenção era que o lugar fosse o maior parque urbano da América Latina, com uma estrutura inspirada nos parques franceses da Belle Époque.

O local possui 182 mil metros quadrados de área. O parque auxilia na amenização do clima na região Central da capital mineira.

Considerado o patrimônio mais antigo de Belo Horizonte, o espaço foi projetado pelo arquiteto e paisagista francês Paul Villon. Ele, inclusive, chegou a morar no local.

Quem foi Américo Renné Giannetti?

Américo Renné Giannetti, que dá nome ao Parque Municipal de BH, foi um político, empresário e industrial brasileiro nascido no Rio Grande do Sul, em 20 de abril de 1896. Contudo, foi radicado em Minas Gerais, onde construiu e criou sua família até sua morte, em 1954.

Ele foi o fundador da primeira indústria de alumínio no Brasil, a Eletro Chimica Brasileira, em Ouro Preto, região Central de Minas Gerais. Para conseguir o feito, ele viajou com seus cinco filhos para a Europa, de navio, durante meses, para buscar tecnologias para a instalação no Brasil.

Após o sucesso como empresário, virou político e foi nomeado Secretário de Agricultura, Industria, Comércio e Trabalho no governo Milton Campos (1947-1951). Durante o período, elaborou o plano de recuperação e de fomento da produção, que auxiliou Minas Gerais no desenvolvimento econômico.

Após o fim do governo Milton Campos, com grande reconhecimento do trabalho exercido na secretaria, se tornou prefeito de Belo Horizonte. Giannetti teve uma votação bem expressiva, e acabou morrendo no fim de seu mandato, em 1954.

Américo Giannetti, ex-prefeito de BH, dá nome ao parque municipal
Americo Giannetti e José Aparecido de Oliveira, 1954 (Arquivo Público Mineiro)

Curiosidades

Atualmente, o Parque Municipal abriga monumentos de cunho histórico. Dentro o local, há os seguintes bustos:

  • Anita Garibaldi
  • Aarão Reis
  • Afonso Pena
  • Augusto de Lima
  • Bias Fortes

A princípio, o parque ocupava uma área de 600 mil metros quadros. Contudo, com o crescimento de Belo Horizonte, o espaço foi reduzido para a instalação da Faculdade de Medicina da UFMG, do Centro de Saúde do Estado, do Colégio Imaco e outros.

Mensalmente, o espaço recebe cerca de 500 mil visitantes, sendo tombado pelo Iphan (Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).

Horário de funcionamento do Parque Municipal de BH

Como reflexo do Plano de Revitalização do Centro de Belo Horizonte, a prefeitura da capital expandiu o horário de funcionamento do Parque Municipal de BH.

O local, que antes ficava aberto de 8h às 17h, de terça-feira a domingo, passa a funcionar das 8h às 21h, de terça a domingo e de 8h às 17h aos domingos.

A mudança de horário vale desde 8 março de 2023. A prefeitura informou que também aumentou o efetivo de segurança em função do novo horário.

Vitor Fernandes

Sub-editor, no BHAZ desde fevereiro de 2017. Jornalista graduado pela PUC Minas, com experiência em redações de veículos de comunicação. Trabalhou na gestão de redes do interior da Rede Minas e na parte esportiva do Portal UOL. Com reportagens vencedoras nos prêmios CDL (2018, 2019, 2020 e 2022), Sindibel (2019), Sebrae (2021) e Claudio Weber Abramo de Jornalismo de Dados (2021).

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