Populares denunciaram, na manhã desta quarta-feira (19), a demora no tempo de espera para conseguir atendimento no Complexo Veterinário Público de Belo Horizonte (CPVBH), no bairro Madre Gertrudes, região Oeste da capital.
Ao BHAZ, a produtora Marina Coutinho, de 53 anos, disse que a primeira pessoa da fila precisou chegar às 21h dessa terça-feira (18) para garantir o atendimento. “Não tem banheiro, segurança ou qualquer estrutura para que os donos dos animais fiquem esperando a consulta”, afirma.
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O complexo funciona de segunda a sexta, das 8h às 17h, e possui capacidade de atendimento limitada a 45 animais por dia. As senhas são distribuídas diariamente às 8h. “Minha preocupação é por que não colocar mais atendimentos ou fazer um hospital público que funcione 24h. Os animais, assim como a gente, precisam de cuidados a todo momento”, reflete Coutinho.
A produtora conta que precisou levar uma gata, que estava com um bebê morto dentro da barriga, para receber atendimento. “Ela não é minha, mas não podia deixar o animal sofrendo. Fui em um hospital particular, mas o procedimento ficou caro para eu arcar. Então, fui para o hospital público, cheguei por volta das 6h e já estava quase cheio, peguei a senha de número 38. Algumas pessoas chegaram, não conseguiram senha e tiveram que ir embora”, explica.
Ainda segundo Coutinho, o local deveria separar os atendimentos de emergência e os atendimentos rotineiros, como uma consulta para castração. “Além de poder atender mais animais, o complexo tinha que separar as senhas por prioridades de urgência, funcionar 24h e ter mais estrutura para que os donos esperem pelos atendimentos”, conclui ela.
O que diz a PBH?
A Prefeitura de Belo Horizonte informou que os casos emergenciais têm acesso ao CPVBH independentemente das senhas já distribuídas. Além disso, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA) informa que estão sendo executadas, desde novembro passado, obras para a construção de um anexo à entrada do Hospital Veterinário, na Rua Pedro Bizzoto, onde os cidadãos poderão aguardar o atendimento. Haverá vigia noturno e banheiro para “maior comodidade das pessoas”.
O Executivo disse ainda que, em 2024, houve aumento no número de senhas diárias de 30 para 45, para melhorar o atendimento, mas respeitando a capacidade logística do local.
A prefeitura explicou que o complexo oferece atendimento gratuito de pequena, média e alta complexidade para animais de famílias que residem em Belo Horizonte e “não têm condições de arcar com tratamentos veterinários”. “São realizados exames laboratoriais e de imagem, atendimentos de urgência, cirurgias e internações”, destaca.
De acordo com o município, a SMMA pretende implantar uma segunda unidade do CPVBH para ampliar o atendimento veterinário em BH. Os estudos para esta implantação já estão em andamento.











