A Polícia Militar prendeu, nessa quarta-feira (5), dois homens suspeitos de atear fogo em um ônibus no bairro Nova York, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte. A prisão ocorreu um dia após o crime. Um terceiro envolvido no caso ainda é procurado.
Os suspeitos foram localizados no bairro Labanca, em Justinópolis, distrito de Ribeirão das Neves, Região Metropolitana de BH. Os investigados foram encontrados num sítio durante uma tarde de festa.
Segundo a PM, um deles assumiu a autoria do ataque e disse ter tido ajuda de outros dois homens. Outro suspeito chegou no local pouco tempo depois e ambos acabaram presos.
O boletim de ocorrência indica que o crime foi encomendado por um homem que cumpre pena no Presídio Antônio Dutra Ladeira por homicídio. A possível ligação dele com facções criminosas ainda não foi confirmada.
Os detidos têm 20 e 26 anos. De acordo com a PM, eles respondem a processos por crimes como tráfico, roubo, furto, receptação e homicídio. Com eles, os agentes encontraram uma arma e pinos de ecstasy. A dupla disse à PM que o plano inicial era para que eles queimassem, pelo menos, mais quatro coletivos.
Durante a operação, uma jovem de 22 anos, que estava na mesma festa também foi presa por porte ilegal de arma de fogo. Inicialmente, ela não teria relação com o ataque aos ônibus.
Relembre o caso
Três homens encapuzados incendiaram um ônibus da linha 634 (Estação Vilarinho/Nova York), na noite de terça-feira (4), na avenida Lauro Soares, no bairro Nova York, em Venda Nova, Belo Horizonte. O coletivo estava parado no ponto final e só era ocupado pelo motorista.
Segundo a Polícia Militar, o grupo obrigou o condutor a descer do veículo e entregou a ele uma carta com denúncias de supostas violações de direitos humanos no Presídio Antônio Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves, na Grande BH.
O documento, assinado por uma facção criminosa, estava endereçado a uma juíza e relatava agressões, humilhações e problemas no atendimento médico aos detentos, além de desrespeito a familiares durante visitas. Os autores afirmaram que o ataque seria “apenas o início” e ameaçaram “queimar BH inteira” se as reivindicações não fossem atendidas.
O Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG) negou as acusações, afirmando que o presídio é regularmente fiscalizado por órgãos do Judiciário e que os atendimentos médicos são garantidos conforme a política nacional de saúde prisional. O órgão informou ainda que acompanha as investigações conduzidas pela Polícia Civil para apurar a ligação entre o crime e o sistema prisional.







