O homem acusado de matar o advogado criminalista Pedro Cassimiro Queiroz Mendonça, com mais de 30 tiros, na porta do Fórum de Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi condenado a 31 anos de prisão. O crime foi em maio de 2024 e o julgamento, realizado pelo Tribunal do Júri da comarca, foi nessa quarta-feira (15).
De acordo com a sentença, o júri condenou Diego Caldeira Hastenreter por homicídio qualificado, com as agravantes de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima. Os jurados também reconheceram a autoria e a materialidade do crime e rejeitaram a absolvição.
Veja também
A decisão considerou o fato de o crime ter sido cometido em local de intensa circulação de pessoas. A sentença destaca que a vítima era advogada do próprio réu, o que foi considerado na avaliação da gravidade da conduta.
O Conselho de Sentença também condenou o acusado por adulteração de sinal identificador de veículo automotor. As penas pelos dois crimes foram somadas, resultando em 31 anos de reclusão, além de 14 dias-multa.
A juíza responsável fixou o regime inicial fechado para o cumprimento da pena e determinou a manutenção da prisão preventiva, considerando a periculosidade do réu e o fato de ele estar foragido anteriormente.
Relembre o caso
O advogado criminalista Pedro Cassimiro, de 40 anos, morto a tiros em 27 de maio de 2024, na frente do Fórum de Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi vítima de emboscada por um dos clientes dele.
O suspeito de cometer o crime, Diego Caldeira Hastenreter, de 37 anos, conhecido como “Guerreiro”, foi preso pela Polícia Civil de Minas Gerais no sábado (20 de agosto de 2024), na cidade de Papagaios, na região Centro-Oeste do estado. Ele já tinha extensa passagem criminal e era foragido por outros quatro homicídios e uma tentativa, além de envolvimento com o tráfico de drogas.
Durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (22 de agosto de 2024), a polícia informou que a motivação do assassinato foi um desentendimento entre o cliente e o advogado. Segundo as investigações, a vítima havia combinado com Diego um determinado valor pelo serviço de advocacia, mas cobrou uma quantia maior pelos honorários, o que provocou o conflito.
“O suspeito manteve contato na data do crime e, cerca de uma hora antes, marcou um encontro para que os desentendimentos fossem resolvidos. A Polícia Civil concluiu que se tratava de uma emboscada. O advogado se encaminhou para o restaurante e foi morto”, explicou o superintendente de Investigação e Polícia Judiciária, Júlio Wilke.
De acordo com a Polícia Civil, ele disparou 30 vezes com uma pistola de 9 mm em um local já premeditado. As investigações também concluíram que o homem agiu sozinho.
O suspeito será encaminhado para o sistema prisional.











