Uma das professoras que ajudou a socorrer os alunos da creche Cantinho Bom Pastor, em Blumenau, sofreu um infarto um dia após o ataque. A informação foi confirmada pela assessora jurídica do centro educativo, Patricia Kasburg, ao jornal O Globo.
De acordo com a assessora, a docente de 60 anos, identificada como Alaide, precisou ser internada às pressas na quinta-feira (6). Ela foi submetida a uma cirurgia para introduzir um cateter no coração.
Os médicos que tratam a professora apontam que ela sofreu um “estresse pós-traumático muito grande”, que resultou no infarto. Ainda segundo o jornal O Globo, apesar de ainda estar internada no hospital, o estado de saúde de Alaide é estável.
A creche Cantinho Bom Pastor foi invadida e atacada por um homem de 25 anos na última quarta-feira (5). Quatro crianças foram mortas a golpes de machadinha, e outras cinco ficaram feridas. O criminoso se entregou à polícia e está preso.
Outra professora também ajudou as crianças no momento do ataque, trancando os alunos no banheiro. Ao portal NSC Total, Simone Aparecida Camargo contou que estava preparando as crianças para o banho de sol no pátio, como de costume, quando uma colega chegou à sala dela correndo e pediu que ela fechasse a janela.
A docente disse que pensou que um assaltante estivesse tentando refúgio na escola. Ela colocou os alunos no banheiro e trancou a porta para mantê-los em segurança.
“Aí já vieram bater na porta, dizendo que ele entrou matando. Ele foi no parque para matar. A turma do pré estava toda lá fazendo uma roda de conversa e ele invadiu”, relatou ao portal. Simone Camargo ainda disse que o suspeito estava com mais de uma machadinha em mãos.
Velório
As quatro crianças vítimas do ataque contra a creche Cantinho Bom Pastor, três meninos e uma menina, foram enterradas ao longo da tarde de quinta-feira.
O cemitério São José recebeu três dos quatro mortos, dois meninos de 4 anos e a menina de 5. O outro garoto, também de 4 anos, foi enterrado no cemitério Salto do Norte, em Blumenau.
Os velórios e enterros das crianças geraram bastante comoção. Balões brancos e rosas marcaram as homenagens e o último adeus aos pequenos. As capelas dos locais se mantiveram lotadas de pessoas, além de amigos e familiares das crianças mortas e feridas no ataque.










