O Brasil tem nove casos suspeitos de varíola dos macacos em várias regiões do país. Até o momento, apenas um caso foi descartado no Ceará. Entre as suspeitas, cinco são pessoas do sexo masculino e três do feminino. De acordo com a Sala de Situação da Monkeypox do Ministério da Saúde, apenas dois casos estão sobre monitoramento hospitalar.
Atualmente, os casos suspeitos encontram-se nos municípios de Blumenau e Dionísio Cerqueira (SC); um em Pacatuba (CE); um em Porto Alegre; um em Corumbá e há dois casos em Rio Crespo (RO). Além disso, foi confirmado a suspeita de um segundo caso em São Paulo nesta quarta-feira (8).
Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo informou que aguarda o resultado dos exames do paciente para poder confirmar o diagnóstico de varíola. “Notificado em 7 de junho, trata-se de um homem de 41 anos e que, segundo investigação preliminar, passou por Portugal e Espanha no mês de maio”, explica o comunicado.
O paciente está internado no Hospital Emílio Ribas desde a última segunda-feira (6) e aguarda o resultado dos exames. O segundo caso, que também aguarda a confirmação, foi notificado no dia 4 de junho. A mulher, de 26 anos, também encontra-se internada em isolamento em um hospital público da capital paulista.
De acordo com as autoridades brasileiras, existe até o momento um aumento de casos confirmados em pelo menos 31 países pelo mundo. O número total de casos está em 1.077, sendo que a maioria encontra-se em locais onde a doença já estava presente de maneira endêmica.
Sintomas
Os sintomas iniciais da varíola dos macacos incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, linfonodos inchados (íngua), calafrios e exaustão. Lesões na pele se desenvolvem primeiramente no rosto e depois se espalham para outras partes do corpo, incluindo os genitais. As lesões na pele parecem as da catapora até formarem uma crosta, que depois cai.
De acordo com o Instituto Butantan, a varíola dos macacos pode ser transmitida pelo contato com gotículas exaladas por alguém infectado (humano ou animal), pelo contato com as lesões na pele causadas pela doença ou por materiais contaminados, como roupas e lençóis. O período de incubação da varíola dos macacos é geralmente de seis a 13 dias, mas pode variar de cinco a 21 dias. Por isso, pessoas infectadas precisam ficar isoladas e em observação por 21 dias.
Nota na integra
A Secretaria Municipal da Saúde (SMS), por meio da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa), informa que aguarda o resultado do exame, pelo Governo do Estado, do segundo caso suspeito de varíola do macaco (monkeypox) na capital. Notificado em 7 de junho, trata-se de um homem de 41 anos e que, segundo investigação preliminar, passou por Portugal e Espanha no mês de maio. O paciente encontra-se internado no Hospital Emílio Ribas desde a última segunda-feira (6) e a SMS aguarda o resultado dos exames colhidos.
O primeiro caso, também em investigação, foi notificado em 4 de junho, sendo uma mulher de 26 anos e que, segundo investigação preliminar, não possui histórico de viagem recente e contato com casos suspeitos da doença.
A paciente se encontra internada em um hospital público da cidade, mantida em isolamento, com quadro clínico estável. A Unidade de Vigilância em Saúde (Uvis) da região de residência da munícipe está monitorando os contatos domiciliares.
A Covisa ressalta que acompanha o cenário nacional e internacional sobre a varíola do macaco (monkeypox), e está em contato com o Ministério da Saúde e o Governo do Estado, por meio do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs). O órgão emitiu um alerta comunicando as principais características da doença e medidas a serem tomadas pelos equipamentos de saúde do munícipio e segue acompanhando os casos.








