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Marielle batalhava terreno para casas populares e mandantes queriam expandir negócios, diz investigação

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marielle irmãos brazao
O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, deu detalhes sobre a prisão dos suspeitos de mandar matar Marielle Franco (Reprodução/Câmara dos Deputados)

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, deu detalhes hoje (24) sobre a prisão dos suspeitos de mandar matar Marielle Franco. Ele falou sobre a motivação do assassinato em coletiva concedida juntamente com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski.

De acordo com Andrei, uma série de embates entre a vereadora e opositores políticos formam o conjunto que motivou o crime.

“Envolve também a questão ligada à milícia, tem a disputa de território, regularização de loteamentos e de empreendimentos. Então havia essa disputa que culminou nesse bárbaro assassinato, que projetou ainda mais toda a situação caótica lá do Rio de Janeiro naquele momento”.

Ricardo Lewandowski, por sua vez, leu um trecho da argumentação de Alexandre de Moraes quando determinou a prisão e as medidas cautelares dos investigados.

“Apontam diversos indícios do envolvimento dos ‘Brazão’, em especial de Domingos, em atividades criminosas, incluindo-se nesse diapasão as relacionadas com milícias e grilagem de terras. E por fim, ficou delineada a divergência no campo político sobre questões de regularização fundiária em defesa do direito de moradia”.

O trecho é apresentado pelo ministro como extrema significância, já que ele afirma que o grupo dos investigados queria fazer a expansão de negócios em alguns terrenos, mas Marielle Franco era contrária e batalhava por essas terras para destiná-las a fins de moradia popular.

Ainda segundo Lewandowski, esta fase da operação está encerrada neste momento até que surjam novos elementos para a investigação.

“Nós temos bem claro os executores deste crime, podemos dizer odioso, por ser um crime de natureza política. A Polícia identificou os mandantes e os demais envolvidos nesta questão”.

João Lages

Repórter no BHAZ desde setembro de 2023. Jornalista com 4 anos de experiência em veículos de comunicação. Fez cobertura de casos que têm relevância nacional e internacional. Com passagem pela RecordTV Minas, também foi produtor e editor de textos na Record News.

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