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Mais de 200 policiais vão para Porto de Galinhas após protestos por morte de criança em confronto com a PM

01/04/2022 às 16h44
onibus queimado
Moradores queimaram ônibus e fecharam rodovias (Reprodução/Redes Sociais)

O paraíso turístico de Porto de Galinhas, em Pernambuco, vive cenas de terror nesta sexta-feira (1º), após a população se revoltar com a ação policial na região. As manifestações iniciaram após a morte de Heloysa Gabrielly, 6, nessa quarta-feira (30), durante operação policial. Rodovias foram fechadas e ônibus incendiados pelos moradores revoltados, que denunciam forte repressão policial.

Nas redes sociais, circulam vídeos das manifestações da população, organizadas após o sepultamento de Heloysa, nessa quinta-feira (31). As imagens mostram rodovias sendo fechadas e o Batalhão de Polícia Rodoviária já identificou fechamento em todas as rodovias que dão acesso a Porto de Galinhas, segundo o jornal local Folha de Pernambuco.

Prefeitura pede reforços

A Prefeitura de Ipojuca, município onde fica a região turística, publicou nota oficial nessa quinta-feira (31) pedindo reforços do governo estadual. Também segundo a Folha de Pernambuco, foram 250 agentes das Polícias Civil e Militar enviados ao litoral no sul do estado. O Governo também disponibilizou 70 viaturas e dois helicópteros para controlar a situação.

Pelas redes sociais, o governador Paulo Câmara (PSB-PE) informou que está acompanhando a situação. “Estamos trabalhando de forma integrada com nossas forças operativas e ainda nesta noite de quinta-feira estamos reforçando o efetivo para restabelecer a tranquilidade no Litoral Sul”, escreveu.

O vereador de Olinda, Vinicius Castello (PT-PE), informou nas redes sociais que Porto de Galinhas está em estado de sítio. “Já contabilizam mais de 12 horas de tiros, bombas, inúmeras viaturas chegando, helicópteros sobrevoando a casa dos moradores, e tentativas de impedir a comunicação e divulgação das violências através do corte de sinal telefônico e de internet. Os moradores estão sendo ameaçados sob justificativas infundadas”, detalhou.

Morte durante ação policial

Heloísa Gabrielly faleceu na quarta-feira, após ser baleada no peito, quando o BOPE realizou uma operação na Comunidade de Salinas, em Porto de Galinhas. Parte da população afirma que o tiro que matou a criança veio do fuzil de um dos policiais. A PM afirmou que o disparo aconteceu no meio de uma troca de tiros com suspeitos de tráfico na comunidade.

À Folha de Pernambuco, a Polícia Civil afirmou que é “prematuro fazer afirmações”. Na nota oficial, a Prefeitura lamentou a morte da criança e afirmou que aguarda a resposta da investigação. O governador Paulo Câmara também comentou a tragédia. “Quero expressar minha solidariedade à família de Heloísa e assegurar que o caso será apurado com o máximo rigor”, escreveu pelas redes sociais.

(Prefeitura de Ipojuca/Divulgação)

Editado por: Roberth R Costa

Guilherme Gurgel

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Escreve com foco nas editorias de Cidades e Variedades no BHAZ.

Guilherme Gurgel

Email: [email protected]

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Escreve com foco nas editorias de Cidades e Variedades no BHAZ.

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