O paraíso turístico de Porto de Galinhas, em Pernambuco, vive cenas de terror nesta sexta-feira (1º), após a população se revoltar com a ação policial na região. As manifestações iniciaram após a morte de Heloysa Gabrielly, 6, nessa quarta-feira (30), durante operação policial. Rodovias foram fechadas e ônibus incendiados pelos moradores revoltados, que denunciam forte repressão policial.
Nas redes sociais, circulam vídeos das manifestações da população, organizadas após o sepultamento de Heloysa, nessa quinta-feira (31). As imagens mostram rodovias sendo fechadas e o Batalhão de Polícia Rodoviária já identificou fechamento em todas as rodovias que dão acesso a Porto de Galinhas, segundo o jornal local Folha de Pernambuco.
Uma menina de 6 anos foi morta após ser baleada em ação policial, nesta quarta-feira (30), em Porto de Galinhas, no município de Ipojuca (PE). Moradores têm se mobilizado em protestos contra a operação criminosa do Bope na comunidade de Salinas. Leia mais: https://t.co/mcOqf398iw pic.twitter.com/ninCXkdlUf
— Mídia NINJA (@MidiaNINJA) April 1, 2022
@tocomleonardo Porto de Galinhas está em briga séria de facção com polícia há alguns dias , cidade fechada , com ordem de turista sair ou não entrar e não se vê nada na imprensa . O que está acontecendo ? pic.twitter.com/mhHWeJwOHa
— Luzineth de Santa Ritta Pietsch (@DeLuzineth) April 1, 2022
Lembrem-se de que quando falarem que a nossa população é inerte, uma cidade de mais de 100 mil habitantes está paralisada, neste momento, em revolta contra a morte de uma criança de 5 anos em “uma operação policial”. pic.twitter.com/7BaJcIeIx3
— Bruno Vinicius (@brunoluiz97) March 31, 2022
Porto de galinhas 31/03/2022 #ForaBolsonaroGenocida pic.twitter.com/MMfAjU76AB
— Thaís (@Flaviiacardosos) April 1, 2022
Prefeitura pede reforços
A Prefeitura de Ipojuca, município onde fica a região turística, publicou nota oficial nessa quinta-feira (31) pedindo reforços do governo estadual. Também segundo a Folha de Pernambuco, foram 250 agentes das Polícias Civil e Militar enviados ao litoral no sul do estado. O Governo também disponibilizou 70 viaturas e dois helicópteros para controlar a situação.
Pelas redes sociais, o governador Paulo Câmara (PSB-PE) informou que está acompanhando a situação. “Estamos trabalhando de forma integrada com nossas forças operativas e ainda nesta noite de quinta-feira estamos reforçando o efetivo para restabelecer a tranquilidade no Litoral Sul”, escreveu.
Quero expressar minha solidariedade à família de Heloísa e assegurar que o caso será apurado com o máximo rigor.
— Paulo Câmara 40 (@PauloCamara40) April 1, 2022
O vereador de Olinda, Vinicius Castello (PT-PE), informou nas redes sociais que Porto de Galinhas está em estado de sítio. “Já contabilizam mais de 12 horas de tiros, bombas, inúmeras viaturas chegando, helicópteros sobrevoando a casa dos moradores, e tentativas de impedir a comunicação e divulgação das violências através do corte de sinal telefônico e de internet. Os moradores estão sendo ameaçados sob justificativas infundadas”, detalhou.
URGENTE?
— Vini Castello (@castelllovini) April 1, 2022
PORTO DE GALINHAS ESTÁ EM ESTADO DE SÍTIO
Desde o dia 17 de março, em razão do assassinato de três adolescentes e das abordagens ostensivas das polícias, as comunidades de Socó, Salinas e Pantanal, em Porto de Galinhas, principal cidade turística do litoral sul de PE pic.twitter.com/PPdjLef46V
Estamos aqui em Salinas, em Porto de Galinhas, para acompanhar as denúncias de violência policial e há helicópteros sobrevoando em baixa altura com fuzis perto de nossas cabeças! pic.twitter.com/CHkvLZPGJ8
— Robeyoncé Lima (@RobeyonceLima) April 1, 2022
Morte durante ação policial
Heloísa Gabrielly faleceu na quarta-feira, após ser baleada no peito, quando o BOPE realizou uma operação na Comunidade de Salinas, em Porto de Galinhas. Parte da população afirma que o tiro que matou a criança veio do fuzil de um dos policiais. A PM afirmou que o disparo aconteceu no meio de uma troca de tiros com suspeitos de tráfico na comunidade.
À Folha de Pernambuco, a Polícia Civil afirmou que é “prematuro fazer afirmações”. Na nota oficial, a Prefeitura lamentou a morte da criança e afirmou que aguarda a resposta da investigação. O governador Paulo Câmara também comentou a tragédia. “Quero expressar minha solidariedade à família de Heloísa e assegurar que o caso será apurado com o máximo rigor”, escreveu pelas redes sociais.









