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Professora da UFMG é melhor cientista mulher do Brasil em ranking internacional

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A professora da Escola de Enfermagem da UFMG, Deborah Carvalho Malta, foi classificada como a melhor cientista mulher do Brasil (UFMG/Divulgação)

A professora da Escola de Enfermagem da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), Deborah Carvalho Malta, foi classificada como a melhor cientista mulher do Brasil pela plataforma internacional de pesquisa acadêmica Research.com.

Em escala nacional, a professora do Departamento de Enfermagem Materno-infantil e Saúde Pública está em 1º lugar. Já na lista das melhores cientistas do mundo, ela figura entre as 1000, na posição 885, somando 770 publicações e mais de 97 mil citações. 

A lista inclui apenas duas pesquisadoras brasileiras: a professora Deborah Malta (UFMG) e a professora Maria Ines Schimidt (UFRS). No primeiro semestre deste ano, Deborah ficou em segundo lugar na lista de brasileiras, atrás de Schimidt.

O objetivo do ranking da Research.com é inspirar mulheres a seguirem na carreira acadêmica, área em que ainda ocorre a predominância de homens.

A professora Deborah é bolsista de produtividade do CNPq e pesquisadora da Fapemig. Em abril, ela foi agraciada pelo Prêmio Mulheres na Ciência Amélia Império Hamburger 2023, idealizado pela Câmara dos Deputados.

A premiação é concedida anualmente a três estudiosas brasileiras que se destacam por suas contribuições nas áreas de ciências exatas, ciências naturais e ciências humanas. Deborah Malta foi uma das escolhidas.

No ano passado, ela foi apontada como uma das cientistas mais influentes da América Latina, conforme a AD Scientific Index 2022. Em 2021, ficou em 4º lugar entre os cientistas brasileiros que mais fizeram publicações sobre a Covid-19.

Primeira médica da família

Natural de Prados, no Campo das Vertentes, Deborah Malta se formou em medicina na UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora) na década de 1980. Desde então, tem se dedicado à pesquisa acadêmica.

“Sempre fui muito dedicada e estudiosa. Eu gostava de ir à aula, de estudar, de ler. Meus pais sempre fizeram tudo para que eu e meus irmãos víssemos a escola como algo essencial e importante. Eu tinha que acordar às 5 horas da manhã para ir a São João del-Rei estudar, mas não via isso como sacrifício. Era algo que eu amava”, conta ela.

A pesquisadora diz que não foi apenas a primeira médica da família, mas também a primeira de Prados. Após a graduação, cursou duas residências médicas: Pediatria e Medicina Preventiva Social.

“Sempre tive a certeza de que queria atuar nessa área. Então, quando descobri a epidemiologia, percebi que minha maior vontade não era trabalhar com clínica e cuidar de cada um dos pacientes individualmente, mas, sim, contribuir para a solução dos problemas de saúde da coletividade”, afirma.

Deborah trabalhou nas prefeituras de Belo Horizonte e Ipatinga. Por 12 anos, integrou a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, onde coordenou pesquisas importantes que mudaram o modo como o governo brasileiro lidava com certas doenças. 

Com UFMG

Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2021. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.

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