A Polícia do Rio de Janeiro investiga o caso de um jovem congolês que foi assassinado em um quiosque na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, na última segunda-feira (24). Moïse Kabamgabe era um refugiado político de 24 anos e trabalhava no local, próximo de onde foi espancado até a morte depois de cobrar por dois dias de trabalho, segundo o g1.
Em nota ao BHAZ [leia abaixo na íntegra], a PCERJ (Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro) disse que imagens de câmeras de segurança instaladas no local foram analisadas, e testemunhas estão sendo ouvidas.
Ao g1, o órgão informou que os registros mostram a vítima sendo espancada e amarrada ao lado do quiosque Tropicália, onde o jovem era empregado em troca de diárias. “Corda, amarram ele junto com as pernas e mãos. A polícia veio depois de 20 ou 40 minutos”, disse o irmão da vítima, Djodjo Baraka Kabagambe, ao portal.
Delegacia de Homicídios lidera investigação
Ao BHAZ, a PMERJ (Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro) disse que uma equipe do 31º BPM passava pelo local quando avistou uma viatura do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e foi verificar o que ocorria. Na ocasião, a morte já havia sido confirmada, então os policiais acionaram a DH (Delegacia de Homicídios) da capital fluminense, que assumiu o caso.
Ainda que o crime tenha ocorrido na segunda passada, foi somente no dia seguinte (25) que a família soube da morte, quase 12 horas depois. A polícia está analisando imagens de câmeras de segurança do quiosque, que mostra ao menos cinco pessoas participando das agressões contra a vítima. Até o momento, nenhum suspeito foi identificado.
Causa da morte foi traumatismo do tórax
O laudo do IML (Instituto Médico Legal) apresentado ao g1 mostra que a causa da morte do congolês Moïse foi “traumatismo do tórax, com contusão pulmonar, causada por ação contundente”. Os pulmões, segundo o documento, tinham áreas hemorrágicas de contusão e vestígios de broncoaspiração de sangue.
Ainda de acordo com a gravação do quiosque, as agressões teriam durado ao menos 15 minutos. As imagens mostram o jovem sendo espancado por homens que, segundo testemunhas, lançaram mão de pedaços de madeira e até um taco de beisebol.

Responsáveis pelo assassinado do congolês saem impunes
Segundo reportagem do g1, a DH (Delegacia de Homicídios da Capital) já ouviu oito pessoas. Durante a semana, novas testemunhas prestarão depoimento para auxiliar nas investigações. Até o momento, ninguém foi preso.
Nas redes sociais, internautas pedem justiça pelo jovem congolês assassinado no Rio. O prefeito Eduardo Paes (PSD) foi um que mostraram repúdio, e definiu o assassinato de Moïse como “inadmissível”. De acordo com o líder municipal, as autoridades policiais atuarão com prioridade para trazer os esclarecimentos à população. A prefeitura segue acompanhando o caso.
O assassinato de Moïse Kabamgabe é inaceitável e revoltante. Tenho a certeza de que as autoridades policiais atuarão com a prioridade e rigor necessários para nos trazer os devidos esclarecimentos e punir os responsáveis. A prefeitura acompanha o caso.
— Eduardo Paes (@eduardopaes) February 1, 2022
Nota da Polícia Civil
“De acordo com a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), imagens de câmeras instaladas no local foram analisadas, testemunhas estão sendo ouvidas e os agentes continuam levantando informações para esclarecer o caso, identificar e prender os autores do crime. A investigação segue sob sigilo.”








