Salário mínimo deveria ter sido de R$ 6.754,33 em abril, aponta Dieese

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O salário mínimo atual no país é de R$ 1.212 (Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Uma pesquisa do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) aponta que, em abril, o salário mínimo no Brasil deveria ter sido de R$ 6.754,33. Atualmente, o salário mínimo é de R$ 1.212, valor mais de cinco vezes inferior ao cálculo.

Considerando a cesta básica de alimentos, os cálculos mostram um aumento gradativo do salário ideal ao longo dos meses. Em março de 2022, o mínimo necessário seria de R$ 6.394,76, enquanto no primeiro mês do ano o valor seria de R$ 5.997,14.

Salário mínimo atual é de R$ 1.212 (Reprodução/Dieese)

O aumento do salário mínimo atual em relação ao do ano passado foi de 10,18%, um pouco maior que o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumulado de 10,16%. Em 2023, o salário mínimo será de R$ 1.294 e não terá aumento acima da inflação. O reajuste de R$ 82 segue a projeção de 6,7% para o INPC para este ano.

De acordo com o Ministério da Economia, cada aumento de R$ 1 no salário mínimo impacta em cerca de R$ 389,8 milhões no orçamento. Isso ocorre porque os benefícios da Previdência Social, o abono salarial, o seguro-desemprego e outros gastos são atrelados à variação.

Custo de vida em BH aumenta

Em Belo Horizonte, o custo de vida segue aumentando. Se em fevereiro a alta registrada já era de 2%, em março o aumento foi de 1,39% em relação ao mês passado. Uma pesquisa do Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead/UFMG), mostra os impactos da inflação para o bolso do consumidor.

O Ipead faz a pesquisa de produtos e serviços agrupados em 11 itens agregados: segundo o instituto, os maiores destaques, em termos de variação, foram as altas de 11,02% para alimentos in natura, 2,47% para bebidas em bares e restaurantes e 2,25% para vestuário e complementos.

Um produto que sofreu alta no preço, aumentando o custo de vida em BH, foi a cesta básica: a seleção de alimentos, que em fevereiro chegava a R$ R$ 637,20, em março apresentou aumento de 7,76%, custando agora R$ 695,41. De acordo com o Ipead, esta foi a maior variação mensal da cesta básica desde dezembro de 2019, quando a alta 12,05%.

Com Agência Brasil

Edição: Vitor Fernandes
Nicole Vasquesnicole.vasques@bhaz.com.br

Graduanda em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.

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