As escolas da rede estadual de Minas Gerais terão um botão de pânico digital para acionar rapidamente as forças de segurança em situações de emergência. A ferramenta faz parte do programa Guardiões da Escola – Sistema de Proteção e Segurança Escolar, lançado nesta quinta-feira (12).
O recurso permitirá que gestores escolares comuniquem ocorrências diretamente às autoridades, agilizando a resposta em casos de risco. A medida integra um conjunto de ações voltadas à prevenção da violência e à proteção da comunidade escolar nas unidades estaduais.
O programa será implementado a partir de abril pela Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) e contará com a atuação de policiais militares da reserva dentro das escolas. Os profissionais serão selecionados por meio de edital conduzido pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), que avalia critérios técnicos, profissionais e comportamentais, além do perfil adequado para atuar com crianças e adolescentes.
Antes de iniciarem as atividades, os policiais passarão por formação específica voltada para mediação de conflitos, convivência escolar, cultura de paz e atuação preventiva no ambiente educacional. Segundo o governo estadual, a presença dos militares não interferirá nas atividades pedagógicas nem na gestão das escolas.
De acordo com o governo, o programa pretende prevenir situações como ameaças, agressões físicas, bullying, cyberbullying e violência sexual, além de ajudar a coibir furtos, roubos, vandalismo e depredação do patrimônio escolar. “O Guardiões da Escola é um avanço na educação e na segurança pública de Minas Gerais”, afirmou Zema durante o lançamento.
Na primeira fase, a iniciativa será implantada em 141 escolas estaduais de 50 municípios mineiros, distribuídos em 15 regiões do estado, incluindo Belo Horizonte e Região Metropolitana. A adesão ao programa será voluntária e dependerá da decisão de cada escola e da comunidade escolar.
O investimento previsto para o primeiro ano é de cerca de R$ 50 milhões, com recursos do Tesouro estadual. O valor será destinado à remuneração dos policiais da reserva, além da compra de viaturas, fardamentos e equipamentos para a operação do programa.
As escolas participantes poderão contar com até três policiais militares da reserva por turno, que atuarão em ações de segurança preventiva e orientação da comunidade escolar. O programa também prevê a criação de um Núcleo de Segurança, Psicossocial Estudantil e Proteção Escolar, responsável por coordenar medidas de prevenção à violência, apoio à saúde mental e mediação de conflitos nas unidades.








