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Condenado por estupro, Robinho encerra carreira de jogador: ‘Me deixem em paz’

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O ex-atleta de 38 anos já vestiu a camisa de equipes como Santos, Atlético e Milan (Ivan Storti/Santos FC + Bruno Cantini/Atlético)

“Não quero dar entrevista nenhuma, se puder deixar eu e minha família em paz, fico agradecido”. A declaração pertence ao agora ex-jogador Robinho, que afirmou à reportagem do UOL que não irá mais atuar como atleta profissional. Em janeiro deste ano, o ex-atacante de times como Santos e Atlético foi condenado a nove anos de prisão pelo crime de violência sexual de grupo contra uma mulher de origem albanesa.

Desde então, o paulista que ainda não cumpriu sua pena passou a viver uma vida mais reclusa e com menos aparições públicas. Nos últimos meses, ele até começou a se expor mais, mas ainda assim, de forma mais discreta.

‘Não quero dar entrevista’

A reportagem do UOL publicou um print de mensagens enviadas pelo próprio Robinho aos autores do texto. Após o pedido de paz para ele e sua família, ele escreveu: “Você estava pedindo posicionamento do Santos porque entrei lá, Santos sempre foi e sempre será minha casa”.

Portanto, ele confirmou que está aposentado da carreira de atleta profissional de futebol. “Não jogo mais! Não publico minha vida na internet, e vocês continuam falando de mim, tem muitas pessoas querendo dar entrevista, aparecer, só quero que vocês me deixem em paz”, finalizou Robinho.

Aparições públicas em Santos

Ainda de acordo com a reportagem, Robinho voltou a morar em Santos e a fazer algumas aparições públicas, mas continua se portando de maneira discreta em público. De vez em quando, vai a uma cafeteria, corta o cabelo no barbeiro e joga futevôlei na praia, por exemplo. Neste ano, ele também compareceu ao aniversário do atacante Ricardo Goulart, do Santos.

Além disso, Robinho também costuma ir ao CT Rei Pelé, do clube alvinegro, para acompanhar alguns treinamentos do filho Robson Júnior. Segundo a reportagem, o jovem passou no teste e joga na categoria sub-15 do Peixe.

Fachada do CT Rei Pelé (Reprodução/Google Street View)

Robinho recluso no Guarujá

Já em fevereiro, pouco tempo após ser condenado pela justiça italiana pelo crime de violência sexual de grupo, ele vivia uma rotina ainda mais isolada do que antes. Robinho passava os dias em sua mansão localizada no condomínio de luxo Jardim Acapulco, no Guarujá (SP).

Em contrapartida, o paulista também não sai do Brasil porque a Itália encaminhou um mandado de prisão internacional. Além disso, o ex-atleta não atualiza suas redes sociais há mais de seis meses e não aparece em público na cidade.

Foto mais recente postada por Robinho em seu Instagram, no último dia do ano passado; perfil do jogador não permite comentários nas publicações (Reprodução/Instagram/@robinho)

A condenação de Robinho

No último dia 19 de janeiro, a terceira e última instância da justiça italiana julgou e condenou, de forma definitiva, Robinho a nove anos de prisão pelo crime de violência sexual de grupo contra uma mulher de origem albanesa. O crime ocorreu em 2013 numa boate na cidade de Milão.

No dia do julgamento final, a defesa dele apresentou o último recurso que tinha direito, que foi negado pela justiça do país. O ex-atacante de Santos e Atlético foi condenado juntamente com seu amigo Ricardo Falco.

Robinho durante jogo do Atlético, em 2016 (Bruno Cantini/Atlético)

Relembre

Além de Robinho e Falco, outros quatro brasileiros teriam participado do crime, segundo a justiça italiana. De acordo com a vítima, a violência sexual teria acontecido no camarim utilizado pelo músico Jairo Chagas.

Ela disse que ficou muito embriagada e foi levada para o camarim por um amigo do jogador, que tentava beijá-la forçadamente. Lá, os outros homens envolvidos teriam aparecido e se aproveitado que a moça não conseguia ficar em pé e estava muito desorientada. A perícia encontrou material biológico de Ricardo Falco nas roupas da jovem.

Beatriz Kalil Othero

Jornalista formada pela UFMG, escreve para o BHAZ desde 2020, e atualmente, é redatora e fotógrafa do Portal. Participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2021 e 2022, e pela Rede de Rádios Universitárias do Brasil em 2020.

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