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MP recomenda banimento temporário da Galoucura e Máfia Azul de todos os estádios do país

15/03/2022 às 18h32 - Atualizado em 16/03/2022 às 11h02
Galoucura e Máfia Azul
Recomendação foi feita após uma escalada de violência entre as duas torcidas (Pedro Souza/Atlético + Bruno Haddad/Cruzeiro)

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) expediu nesta terça-feira (15) uma recomendação à FMF (Federação Mineira de Futebol), para que as torcidas organizadas Galoucura e Máfia Azul sejam banidas por um ano dos estádios de todo o país em dias de jogos.

A medida educativa também deve valer para o entorno dos estádios, considerando um raio de cinco mil metros. Segundo a recomendação, o banimento deverá consistir na “proibição do uso, porte e exibição de qualquer vestimenta, faixa, bandeira, instrumento musical ou qualquer objeto que possa caracterizar a presença da torcida”.

Proibição de cantos

O MPMG ainda recomenda a coibição de cantos e similares que façam qualquer menção às torcidas organizadas dentro dos estádios. O órgão também sugere que os regulamentos de competições futuras, obriguem os clubes a proibir o entoamento desses cantos.

De acordo com o órgão, essa proibição deve ser instaurada sob pena de sanções disciplinares para os clubes, como ausência de público na partida seguinte, para contenção da violência envolvendo eventos esportivos

Outra possibilidade são as sanções pecuniárias, ou multas, no caso de identificação de torcedores em eventos de violência relacionada ao ambiente desportivo nos dias de jogos. 

Ainda conforme o documento, o Atlético e o Cruzeiro deverão “divulgar e tomar providências para efetivar a proibição de entoamento de cantos e similares relacionados às torcidas Máfia Azul e Galoucura aos seus torcedores, por meio de seus canais habituais de divulgação, como redes sociais, comunicações internas, site e outros”.

Violência

De acordo com o MPMG, a recomendação foi feita após uma escalada de violência entre as duas torcidas, acentuadas por eventos recentes. O órgão destaca a morte do torcedor cruzeirense Rodrigo Marlon Caetano Andrade, baleado durante confronto com torcedores atleticanos no dia do último clássico.

O órgão defende que as duas torcidas organizadas “não cumprem com sua finalidade associativa e proporcionam cenas de violência em ambientes públicos, colocando em risco a segurança da população”.

Ainda conforme o documento, “os cantos entoados por tais torcidas restam por divulgar a marca de entidades notoriamente voltadas para a prática de violência nos estádios e entorno”.

Até o fim da tarde desta terça-feira, a Galoucura e a Máfia Azul ainda não haviam se pronunciado sobre a recomendação. Procurada pelo BHAZ, a FMF informou que já recebeu o documento do MPMG e vai analisá-lo.

Editado por: Roberth R Costa

Sofia Leão

Repórter do BHAZ desde 2019 e graduada em jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Participou de reportagens premiadas pelo Prêmio Cláudio Weber Abramo de Jornalismo de Dados, pela CDL/BH e pelo Prêmio Sebrae de Jornalismo em 2021.
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Email: [email protected]

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