A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) prendeu, nesta sexta-feira (10), 11 pessoas e apreendeu oito veículos pesados suspeitos de participar de um esquema de mineração ilegal na Mina Granja Corumi, no bairro Taquaril, na região da Serra do Curral, em BH. A área pertence à Empresa de Mineração Pau Branco (Empabra) e está interditada desde 2024.
Segundo o Tenente Guilherme Alves, da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), a ação ocorreu após uma denúncia via 190 sobre movimentações suspeitas na região. Ao chegarem ao local indicado, os policiais se depararam com um grupo realizando a extração ilegal de minério.
De acordo com o policial, os suspeitos tentaram fugir assim que perceberam a chegada das viaturas, buscando refúgio em uma área de mata e tentando utilizar os próprios caminhões que estavam no local.
Sendo assim, os militares montaram solicitaram apoio, inclusive do helicóptero Pegasus, para cercar a área e impedir a fuga. Além da prisão dos 11 suspeitos, os policiais apreenderam sete carretas, uma retroescavadeira e dois veículos particulares pertencentes aos autores.
Conforme a corporação, os suspeitos e o maquinário apreendido foram encaminhados para a Polícia Federal (PF) por se tratar de crime contra bens da União. O BHAZ entrou em contato com a PF e aguarda retorno com mais informações.
A reportagem também cobrou um posicionamento da Empabra, mas até o fechamento desta reportagem não houve retorno. O espaço segue aberto.
PF indicia 17 pessoas envolvidas em esquema de mineração ilegal na Serra do Curral
A prisão ocorre dias após a Polícia Federal (PF) indiciar 17 pessoas suspeitas de participar de um esquema de mineração ilegal na Serra do Curral, em Belo Horizonte. Entre os investigados está o presidente da Agência Nacional de Mineração (ANM), Mauro Henrique Moreira Sousa. Outras pessoas ligadas aos empreendimentos irregulares na Serra do Curral são suspeitas de crimes ambientais, associação criminosa, lavagem de dinheiro e até corrupção ativa e tráfico de influência para favorecer interesses do grupo em órgãos ambientais.
O inquérito da PF, ao qual o BHAZ teve acesso, foi construído a partir da Operação Parcours e aponta o envolvimento de empresários, servidores públicos, consultores e geólogos em um esquema que teria fraudado documentos ambientais para manter a extração de minério de ferro na Mina Granja Corumi.
As investigações indicam que instrumentos como o Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD) e o Plano de Fechamento de Mina (PFM) foram utilizados pela mineradora Empabra para simular a recuperação ambiental da área, enquanto a exploração mineral continuava. O faturamento do grupo poderia chegar a R$ 2,3 bilhões.
De acordo com o relatório da Polícia Federal, a atividade causou impactos na Serra do Curral, incluindo a destruição da nascente do Córrego Taquaril, abertura de cavas além dos limites autorizados, supressão de vegetação e possíveis danos ao lençol freático.












