A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) confirmou, nesta sexta-feira (25), que o filho da professora Soraya Tatiana Bomfim, Matteos França Campos, de 32 anos, foi o responsável pelo assassinato da educadora. O corpo da vítima foi encontrado nesse domingo (20), embaixo de um viaduto em Vespasiano, na Grande BH, e apresentava sinais de violência. A prisão do suspeito ocorre na mesma data em que será celebrada a missa de sétimo dia.
O suspeito foi preso na casa do pai, no bairro Jardim Alvorada, região Noroeste de Belo Horizonte, durante o cumprimento de um mandado de prisão. Ele resistiu à abordagem.
De acordo com perfil de Matteos França Campos nas redes sociais, ele atua nas áreas de relações públicas, marketing e social media. No Linkedin, ele afirma ser assessor da Secretaria de Desenvolvimento Social do Governo de Minas Gerais desde 2021.
Após o enterro da mãe nessa terça-feira (22), Matteos Campos publicou uma foto acompanhada de um texto se despedindo de Soraya. “Dizer adeus a você é como tentar fechar um livro que nunca vou parar de reler”, disse. “Você foi mais do que apenas mãe. Foi minha amiga, minha parceira, minha maior encorajadora, incentivadora, minha inspiração, meu amor”, afirmou.
“Hoje meu mundo está mais triste, mais vazio, sufocante. Mas dentro de mim mãe você continua viva, na minha voz, nas minhas escolhas, no que eu fui, sou e sempre serei. Tudo o que aprendi de mais bonito veio de você”, publicou Matteos.
Missa de sétimo dia
Familiares, amigos e alunos de Soraya França celebrarão uma missa de sétimo dia nesta sexta-feira (25), às 19h30, na Paróquia Nossa Senhora da Divina Providência, localizada na região da Pampulha. A missa é uma tradição católica que celebra a memória, deseja paz e salvação a uma pessoa falecida, além de confortar os entes queridos.
Entenda o caso
Segundo a Polícia Militar, o corpo foi encontrado parcialmente coberto por um lençol e a vítima vestia apenas a parte de cima de uma roupa, uma blusa cinza. A perícia da Polícia Civil, que esteve no local, constatou marcas que se assemelham a queimaduras na parte interna das coxas da vítima.
Ainda segundo o registro policial, havia manchas de sangue e há suspeita de que a professora possa ter sofrido violência sexual. Nenhum documento foi encontrado junto ao corpo, apenas um óculos escuro.
O desaparecimento
O filho da professora registrou o desaparecimento da mãe no sábado (19). Ele relatou à polícia que a viu pela última vez por volta das 20h de sexta-feira, quando saiu de casa para uma viagem. Segundo o filho, Soraya estava na sala, vestindo uma camisola cinza.
O homem sentiu falta da mãe quando tentou falar com ela, por telefone, durante a manhã de sábado, mas não teve sucesso. Ele pediu que uma tia fosse até o apartamento da família, mas o imóvel estava trancado. Um chaveiro foi chamado para arrombar a porta e o local estava intacto, sem sinais de crime.
O filho voltou para a capital mineira e registrou um boletim de ocorrência. Após a localização de um corpo em Vespasiano, no domingo, a polícia suspeitou que poderia ser da professora desaparecida em BH. O filho foi chamado e fez o reconhecimento do corpo da mãe no IML.
Posicionamento Colégio Santa Marcelina
O Colégio Santa Marcelina, onde Soraya lecionava, divulgou uma nota de pesar lamentando a morte trágica da funcionária e se solidarizando com amigos e familiares. A notícia da morte da professora causou grande comoção na comunidade escolar e nas redes sociais.
“Tati, você tornou o mundo melhor com seu cuidado, carinho e alegria. Já estamos sentindo sua falta. Descanse em paz!”, escreveu um internauta.
“Grande perda pra comunidade educacional e para o mundo. Tati sempre foi criativa e engajada para ajudar os estudantes, lembro que nos levou ao cinema no início de 2020 para assistirmos 1917 para iniciarmos o aprendizado sobre a Primeira Guerra. Em plena pandemia, ela conseguiu passar atividades para despertar o interesse dos alunos, sempre para nos conectarmos e não deixarmos o momento conturbado prejudicar nosso aprendizado. Obrigada Tati por todos os ensinamentos e carinho. Nunca vou esquecer de você me elogiando e elogiando aos meus colegas sempre que nos esforçávamos”, lembrou-se um aluno.












