A Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais remeteu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), o inquérito sobre a morte de Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão, mais conhecido como Sicário, um dos investigados no escândalo do Banco Master. A PF não tem dúvidas de que Sicário cometeu suicídio enquanto permanecia sob custódia, em Belo Horizonte, sem que tivesse sido instigado a isso.
A corporação concluiu no inquérito que não houve interferência externa no ato de Mourão se enforcar com uma camisa de manga comprida. Além disso, exames constataram que Sicário não estava sob efeito de drogas quando tirou a própria vida. A morte do ajudante de Daniel Vorcaro foi confirmada no dia 6 de março de 2026.
Agora, o superintendente da PF em Minas, juntamente com o presidente do inquérito, entregam todos os laudos do caso, incluindo os de toxicologia e necropsia do caso diretamente ao ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, que é relator do caso.
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Braço direito de Vorcaro
Mourão foi preso na 3° fase da Operação Compliance Zero, no começo de março. De acordo com as investigações da PF, ele era o coordenador de um grupo denominado “A Turma”, responsável por monitorar e ameaçar desafetos de Daniel Vorcaro. Ele mantinha contato direto com o banqueiro e agia como um prestador de serviços.
Um dos casos ficou evidente em uma troca de mensagens entre os dois mostraram que, após reportagens que contrariavam os interesses do banqueiro serem publicadas, ele ordenou que Mourão colocasse alguém seguindo o jornalista Lauro Jardim, do Jornal O Globo e que simulassem um assalto para “dar um pau nele” e para que tivesse “todos os dentes quebrados”.
Daniel Vorcaro também foi preso no mesmo dia em que Sicário, na nova fase da operação “Compliance Zero”, no último dia 03 de março. Foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, em Minas Gerais e São Paulo.
Segundo a PF, também foram determinadas ordens de afastamento de cargos públicos e sequestro e bloqueio de bens, no montante de até R$ 22 bilhões, “com o objetivo de interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas apuradas”.
As investigações começaram no início de 2024, após requisição do Ministério Público Federal para investigar a possível fabricação de carteiras de crédito insubsistentes por uma instituição financeira. Tais títulos teriam sido vendidos a outro banco e, após fiscalização do Banco Central, substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada. A transferência de Vorcaro para a Penitenciária Federal de segurança máxima, em Brasília, ocorreu na sexta-feira (6), mesmo dia em que a morte de Sicário foi confirmada.









