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Americana vem a Minas Gerais para conhecer origem do próprio nome, inspirado em Chica da Silva

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Uma jornalista norte-americana viajou mais de 11 mil quilômetros para conhecer a origem do nome dela, em Diamantina (Arquivo pessoal)

Uma jornalista norte-americana viajou mais de 11 mil quilômetros para conhecer a origem do próprio nome. E foi aqui, no interior de Minas Gerais, que ela conheceu mais sobre a personalidade lendária que inspirou seus pais. Sheeka Sanahori vive na cidade de Atlanta, nos Estados Unidos, e foi batizada em homenagem à Chica da Silva, figura importante da história brasileira, que viveu em Diamantina, no Vale do Jequitinhonha.

Ao BHAZ, ela conta que os pais se apaixonaram pela história da brasileira quando assistiram ao filme “Xica da Silva”, de 1976, estrelado por Zezé Motta. Para que a pronúncia do nome de Sheeka soasse como no português, eles fizeram adaptações na escrita: o “CH” foi trocado “SH”, o “I” substituído por “EE” e o “C” por “K”.

“Há alguns anos, procurei algum museu ou edifício que representasse Chica da Silva, que eu pudesse visitar. Vi que a casa dela havia sido transformada em museu, então, naquele momento, eu sabia que queria visitar Diamantina, no Brasil”, contou a jornalista.

Para se preparar para a experiência, Sheeka leu toda a biografia de Chica da Silva. Ainda assim, ela garante que foi particularmente empolgante poder conhecer um pouco da história do lugar em que ela vivia.

“Há algo de especial em ver a casa e a cidade em que ela morava. Olhei para as mesmas montanhas que ela contemplou, para as mesmas ruas de pedra pelas quais ela andou e imaginei uma mulher que viveu essa vida extraordinária”, disse.

Sheeka e o filho dela na cidade histórica de Diamantina (Arquivo pessoal)

‘Pessoas gentis’

A norte-americana esteve em Belo Horizonte e também visitou o museu Inhotim, em Brumadinho, antes de ir a Diamantina. A jornalista conta que teve uma experiência bastante positiva com os mineiros, que foram muito atenciosos com ela e com o filho.

“Foram pessoas que realmente se destacaram. Da casa da Chica da Silva, ao cara que carregou a bateria do meu carro, ao pessoal dos hotéis e funcionários do museu e a todas as pessoas que comentaram nas redes sociais, todos foram gentis e pacientes comigo! Nunca visitei um lugar com pessoas tão gentis como em Minas Gerais”, disse ela.

Outro aspecto que os mineiros dominam chamou, e muito, a atenção da jornalista: a gastronomia. “A comida estava boa. Ouvi dizer que Minas Gerais tem o melhor queijo e é muito bom. Meu filho e eu comemos muito bife também, uma delícia!”, finalizou ela.

Sheeka também esteve no museu Inhotim (Arquivo pessoal)

Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2021. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.

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