Dizem que o cão é o melhor amigo do homem e Nick provou isso da forma mais bonita. O cachorrinho da “raça caramelo” percorreu sozinho cerca de 12 quilômetros até um cemitério em Ipuiúna, no Sul de Minas Gerais, para dar o último adeus ao dono, com quem viveu anos de companheirismo.
Ao BHAZ, a filha do tutor, Scarletti Graziele Santos Luiz, de 23 anos, conta que o animal era tão apegado ao pai, Claudemir Candido Luiz, que não desgrudava dele nem por um instante. No velório, ocorrido no dia 16 de agosto, Nick deitou sobre o corpo do dono e chegou a chorar baixinho, em uma cena que emocionou familiares e amigos.
“Nick sempre foi meio bravo, não deixava ninguém, além do meu pai e da minha avó, se aproximar dele ou pegar ele no colo. Mas, desde o dia em que meu pai se foi, ele está diferente. É como se tivesse entendido a perda. Ele está mais dócil, procura os lugares em que meu pai costumava ficar, deita no sofá onde os dois dormiam, como se ainda o procurasse”, afirma.
Claudemir morreu de infarto fulminante na madrugada do dia 16 de agosto. Scarletti diz que o pai acordou passando mal, com falta de ar, e chegou a ir até o centro da cidade para procurar ajuda, mas não resistiu e faleceu pouco tempo após chegar ao hospital.
‘Último adeus’
“No velório, ninguém tinha pensado no Nick. Ele ficou na casa do meu avô, onde meu pai passava a maior parte do tempo. Quando a família estava reunida no cemitério, ele simplesmente apareceu. Tinha caminhado sozinho cerca de 12 quilômetros. Estava cansadinho, mal conseguia firmar as patinhas”.
De acordo com Scarletti, o cãozinho parecia bastante abatido, com os olhos lacrimejando. “A gente acredita que ele foi guiado até lá, porque ele nunca tinha ido a esse cemitério. Não sabemos como ele soube onde encontrar meu pai. Parece mesmo que foi para dar o último adeus”, narra.
Scarletti diz que, no início, as pessoas ficaram receosas de colocar Nick no colo do pai dela. “Ele sempre foi bravo, mas naquele dia estava manso, e minha prima insistiu que ele precisava se despedir. Ele deitou na barriga dele e chorava baixinho, deixando todo mundo fazer carinho. Foi uma cena muito emocionante. Depois, colocaram o Nick no chão e ele acompanhou o caixão até o sepultamento”.
A determinação de Nick vem desde o nascimento, quando ele foi o único da ninhada a sobreviver. Essa mesma força se mostrou recentemente, quando o cachorro percorreu sozinho cerca de 12 quilômetros até o cemitério para se despedir do dono. “Minha avó e meu pai ganharam ele de uma prima. Depois que minha vó morreu, ele se apegou ainda mais ao meu pai. Agora, ele está sendo cuidado por uma tia”, conclui a filha de Claudemir.










