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Polícia apreende produtos terapêuticos clandestinos em MG; substâncias colocam saúde em risco

19/04/2022 às 15h30
produtos clandestinos terapêuticos norte de minas
Os produtos identificados pela polícia não são registrados na Anvisa (PCMG/Divulgação)

A Polícia Civil, em parceria com a Vigilância Sanitária, iniciou uma operação para coibir a venda de produtos clandestinos e com indicação terapêutica em Montes Claros, na região Norte de Minas Gerais. Nos estabelecimentos foram identificados produtos sem registro ou notificação na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), entre eles “Cura tudo”, “Gota do Zeca” e “Seca Barriga”.

Na ação, realizada ontem (18), as autoridades inspecionaram estabelecimentos comerciais nos bairros Central e Maracanã. Foram usados 50 invólucros para recolher o material apreendido, que resultou em mais de mil produtos. A investigação é resultado de denúncias formalizadas na agência de vigilância.

Entre os itens arrecadados, estão aqueles conhecidos como “Cura tudo”, “Gota do Zeca”, “Seca barriga”, “garrafadas” e substâncias em cápsulas que, segundo a Polícia, podem colocar em risco a saúde da população. Segundo o delegado Alberto Tenório, essa é a primeira etapa da operação.

Alberto conta que as empresas receberam autos de infração e, “após a conclusão dos processos administrativos pela Vigilância Sanitária, as empresas que estiverem praticando crimes serão investigadas pela Polícia Civil através de inquérito policial”.

Os investigados podem responder pelo crime previsto no artigo 273 do Código Penal, que consiste em “falsificar, corromper, adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais”. A pena varia entre dez e 15 anos de reclusão.

Com Polícia Civil

Editado por: Roberth R Costa

Nicole Vasques

Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), escreve para o BHAZ desde 2021. Participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.

Nicole Vasques

Email: [email protected]

Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), escreve para o BHAZ desde 2021. Participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.

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