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Faxineira suspeita de latrocínio contra idosos teria vendido os objetos no Centro de BH

01/07/2026 às 20h11
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(Reprodução/Redes Sociais)

Depois de cometer latrocínio contra Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e Maria Clotilde Atala Inácio, de 76, na última segunda-feira (29), a faxineira Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, teria vendido os objetos roubados na Praça Sete, no Hipercentro de BH.

De acordo com a Polícia Civil de Belo Horizonte, logo após sair da residência do casal, no bairro São Pedro, região Centro-Sul de BH, a mulher descartou algumas evidências em uma caçamba, em uma rua próxima ao local, e fugiu com apoio de um homem, que estava em um carro de alto padrão.

Em seguida, ela teria ido até o Centro da capital mineira, onde tentou negociar os objetos roubados no apartamento deles. Os itens levados incluíam relógios, joias e aparelhos celulares. No entanto, a corporação não divulgou o valor dos objetos.

Segundo os policiais, os dois telefones celulares das vítimas foram localizados em Vespasiano, na Grande BH. Conforme a investigação, os possíveis compradores teriam descartado os aparelhos em um lote vago depois que o caso ganhou grande repercussão na mídia. Além dos celulares e de algumas caixas de relógio encontradas na caçamba, a família ainda está apurando a lista completa e os valores dos outros itens que foram roubados.

Investigações

De acordo com as investigações, o crime ocorreu entre 12h30 e 15h, próximo ao horário do jogo do Brasil contra o Japão. Naquela manhã, por volta das 9h30, o filho do casal disse que ligou para o pai, convidando para assistir ao jogo, mas o idoso recusou o convite. Mais tarde, por volta de 12h, um sobrinho também teria conversado com o idoso. Segundo a PCMG, o homem não queria deixar a faxineira sozinha, já que era a primeira vez que ela trabalhava no imóvel.

A polícia acredita que a suspeita teria tentado roubar o apartamento e atacou o idoso ao ser descoberta. A análise da cena do crime indicou uma violência extrema, com sinais que denotam “vontade” de golpear as vítimas. A senhora teria sido morta na sala e o homem no quarto. Outra hipótese é que os dois possivelmente foram atacados enquanto cochilavam, sem chance de defesa, uma vez que a mulher não apresentava nenhuma lesão ao deixar o local.

Fuga e descarte de provas

Após cometer os assassinatos, a suspeita tomou banho no apartamento e saiu carregando diversas sacolas. Imagens e evidências mostram que ela descartou provas em uma caçamba de obras em uma rua próxima ao local. Entre os objetos estava uma blusa de gola rolê com marcas de sangue, parecida com a que ela usava no início do trabalho, além de caixas de relógios e uma bolsa.

Ainda de acordo com as investigações, Paola contou com o apoio de um homem para a fuga, que aguardava em carro de alto padrão, próximo à caçamba de obras. A Polícia Civil descartou a participação de motorista de aplicativo, uma vez que o veículo permaneceu estacionado por cerca de 15 minutos aguardando a mulher.

Possível motivação

A investigação aponta que Paola não tinha antecedentes criminais, mas enfrentava um quadro de instabilidade emocional e depressão. Familiares informaram aos policiais que ela possuía uma dívida de aproximadamente R$ 40 mil, embora a origem do débito não tenha sido confirmada. Antes de desaparecer, ela teria dito à família que “fez uma grande besteira”.

Após o crime, a suspeita teria passado pelo centro de BH, na região da Praça Sete, para tentar negociar os objetos roubados, que incluíam joias, relógios e celulares. Depois, Paola seguiu para Ribeirão das Neves, onde residia. Lá, a mulher teria conversado com vizinhos antes de fugir levando o filho de seis anos.

Até o momento, a polícia conseguiu recuperar os aparelhos celulares das vítimas em Vespasiano, na Grande BH. De acordo com a PC, os possíveis compradores teriam descartado os aparelhos em um lote após a grande repercussão do caso. Outros itens roubados ainda estão sendo apurados pela família.

A Polícia Civil informou que já existem indícios sobre a localização de Paola e aguarda a expedição do mandado de prisão preventiva para capturá-la. A indicação de Paola para o trabalho havia sido feita por um familiar próximo ao casal, que está profundamente abalado.

Vinícius Sampaio

Jornalista pela Universidade Federal de Viçosa. Foi repórter da Fundação Rádio e Televisão Educativa e Cultural de Viçosa (Fratevi). Repórter no BHAZ desde novembro de 2024.
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