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UFMG aprova cotas para pessoas trans e travestis na graduação e pós-graduação

06/03/2026 às 17h24
vestibular seriado ufmg
(Amanda Dias/BHAZ)

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) aprovou a implementação de cotas para pessoas trans e travestis. A política passa a valer a partir dos processos seletivos para ingresso em 2027.

Terão direito às vagas pessoas autodeclaradas trans e travestis que tenham 18 anos completos no momento da matrícula e renda familiar mensal de até um salário mínimo por pessoa.

Diferente de outras reservas de vagas, o modelo adotado pela UFMG consiste na criação de vagas adicionais. A universidade afirma que essa iniciativa não constitui uma nova modalidade dentro da Lei de Cotas federal, nem uma alteração nas reservas já existentes nos processos seletivos atuais.

“A iniciativa reconhece desigualdades históricas que ainda limitam o acesso dessa população à educação superior. Ao criar essa política afirmativa, a UFMG reafirma seu compromisso com a inclusão, com a promoção da diversidade e com a reparação de injustiças que atingem grupos socialmente vulnerabilizados”, diz nota publicada no Instagram da UFMG e da reitora Sandra Goulart.

E acrescenta: “Mais do que ampliar o acesso, a medida fortalece a presença de diferentes trajetórias, identidades e experiências na universidade, enriquecendo a produção de conhecimento e a vida acadêmica. A decisão também dialoga com a missão pública da UFMG de contribuir para uma sociedade mais justa, democrática e plural”, diz a nota.

No Instagram, o Diretório Central dos Estudantes da UFMG (DCE UFMG) comemorou a aprovação da cota para pessoas trans e travestis pelo conselho universitário, principalmente pelo fato de terem sido aprovadas 162 vagas em vez de 104, como era desejo do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFMG.

Redação BHAZ

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