A UFMG aprovou a criação do curso de tecnólogo em secretariado: português – chinês. A oferta começa no primeiro semestre de 2027.
A graduação tem duração de cinco semestres, no turno da noite. O último período ocorre em Wuhan, com despesas custeadas pela Hust. A oferta prevê duas turmas por ano, com 20 alunos cada, podendo se estender por até quatro anos.
O curso resulta de cooperação entre a Faculdade de Letras (Fale), o Instituto Confúcio (IC) da UFMG e a Huazhong University of Science and Technology (Hust), em Wuhan, na China.
Wuhan e mercado de trabalho
No primeiro semestre de 2029, os estudantes residem em Wuhan para cursar o quinto período na Hust. A instituição parceira custeia acomodação, passagens aéreas e alimentação. Para cursar esse período, o estudante precisa obter certificação de nível 4 no HSK (Hànyǔ Shuǐpíng Kǎoshì), teste de proficiência em língua chinesa.
Segundo Sueli Coelho, pró-reitora de Graduação da UFMG, o curso atende a demanda gerada pelo comércio entre Brasil e China. A carga horária soma 1.620 horas. Ela cita a busca por profissionais com domínio das duas línguas para atuação em assessoria executiva, gestão e comunicação corporativa.
Processo seletivo
Sueli afirma que a UFMG trabalha na estruturação do curso e no edital de seleção. Segundo ela, o próximo passo é o registro no sistema e-MEC, processo em andamento entre a Prograd e a Diretoria de Avaliação Institucional (DAI), além da elaboração da minuta do processo seletivo. A publicação do edital está prevista entre outubro e novembro deste ano.
O processo seletivo usará notas do Enem, com aproveitamento das últimas cinco edições do exame. As aulas ocorrem à noite, combinando disciplinas presenciais nos campi da UFMG com atividades síncronas e assíncronas a distância, incluindo aulas gravadas na China.
Nos quatro primeiros semestres, os alunos cursam disciplinas de linguística e cultura na Fale, e de gestão na Faculdade de Ciências Econômicas (Face). A Prograd pretende organizar os horários sem exigir presença todos os dias da semana.
A professora Miriam Mansur, diretora do IC e responsável pela coordenação do curso na fase de implantação, afirma que as disciplinas transmitidas pela Hust, em chinês, são traduzidas para o português e ministradas por professoras do instituto.








