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Moradores ainda não podem voltar a prédio atingido por avião em BH, diz Defesa Civil

04/05/2026 às 19h22 - Atualizado em 04/05/2026 às 19h32
Defesa Civil interdita prédio atingido por avião em BH
Moradores não poderão voltar pra casa nesta segunda-feira (4) (Foto: Reprodução - Vinicius Sampaio/BHAZ)


Nenhum morador poderá retornar ao prédio atingido por um avião no início da tarde desta segunda-feira (4), em Belo Horizonte. A Defesa Civil de Belo Horizonte finalizou a vistoria no edifício e, apesar de não identificar risco de desabamento das estruturas, isolou a área do prédio. “A aeronave, após a colisão, se dividiu em duas partes. Uma parte de cabine e motor dentro da estrutura da edificação, no hall, e a fuselagem caiu no muro de divisa”, explicou Elcione Menezes Alves, Subsecretário de proteção e Defesa Civil de BH.

Os moradores foram abrigados na casa de parentes em função do trabalho de perícia no local da tragédia. A expectativa é de que eles só possam retornar na medida em que os destroços do avião sejam retirados pela empresa responsável pela aeronave, conforme orientação do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA).

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O monomotor atingiu o último andar do prédio de três andares, localizado na rua Ilacir Pereira Lima, no bairro Silveira. Moradores de três apartamentos também precisaram ser resgatados, após ficarem confinados nos imóveis, já que a fuselagem da aeronave impedia a locomoção. Apesar disso, nenhum deles ficou ferido.


Vítimas seguiam para São Paulo


No avião estavam cinco pessoas. Fernando Moreira Souto, de 36 anos, filho do prefeito de Jequitinhonha, no Vale do Jequitinhonha, ocupava o banco da frente da aeronave, ao lado do piloto Wellington Oliveira Pereira, de 34 anos. Os dois morreram no local do acidente. Outras três vítimas, identificadas como Leonardo Berganholi, de 50 anos, o filho dele, Arthur Berganholi, de 25 anos, e Emerson Cleiton Souza, de 52 anos, foram socorridas para o Hospital João XXIII.

A aeronave, modelo EMB-721C, havia feito uma escala em BH, depois de um voo entre Teófilo Otoni e a capital mineira. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, em BH, duas pessoas desceram e um passageiro subiu. O avião caiu sobre um prédio, na região Nordeste da capital mineira, após decolar do Aeroporto da Pampulha e tinha como destino o Campo de Marte, em São Paulo. 

De acordo com o NAV – Serviços de Navegação Aérea Brasil, o piloto declarou emergência à Torre de Controle do Aeroporto da Pampulha logo após a decolagem, alegando dificuldades em manter a subida. Imediatamente, equipes de emergência aeroportuária, incluindo o serviço de combate a incêndio, foram acionados. De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o avião modelo Embraer EMB 721C “Sertanejo”, foi fabricado em 1979, mas estava com a aeronavegabilidade em dia. A aeronave tinha capacidade para até cinco passageiros, além do piloto, e peso máximo de decolagem de 1.633 quilos.

Investigadores do CENIPA foram enviados para Belo Horizonte para iniciar as investigações sobre o acidente. “A gente está aqui no procedimento de ação inicial da ocorrência aeronáutica. Nesta ação inicial, ela visa a identificação e coleta de dados que vão ser relevantes pra investigação do acidente, fatores contribuintes e o objetivo fundamental que é prevenir”, disse o Coronel Carvalho. Na manhã dessa terça-feira (5), a equipe retornará ao local do acidente.

Fábio Galdino

Fábio Galdino é jornalista, apresentador de TV e, agora, repórter do Portal BHAZ. Natural de Santa Luzia, na Grande BH, é formado pela Universidade Federal de Ouro Preto e, nos últimos anos, dedicou à cobertura jornalística em diferentes emissoras de televisão, com passagens por afiliadas à Rede Globo, SBT e Band. Em 10 anos, participei de grandes coberturas, como eleições municipais e estaduais, a tragédia do rompimento de uma barragem, em Mariana, e a pandemia de Covid-19.

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