Enquanto a maioria dos estados brasileiros começa a observar uma redução nos casos de vírus sincicial respiratório (VSR), Minas Gerais está em um grupo crítico que ainda apresenta crescimento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) a longo prazo. Segundo os dados do Boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (16) pela Fiocruz, o estado mineiro está em nível de alerta ou alto risco.
De acordo com a Fiocruz, o VSR é uma das principais causas de bronquiolite em crianças pequenas, sendo a maior incidência de SRAG nos pequenos de até 2 anos de idade. Segundo a fundação, o cenário em Minas Gerais é agravado pela persistência de outros vírus, como a Influenza.
Mesmo com o fim do período de sazonalidade em boa parte do país, os casos graves provocados pelo tipo A continuam altos no estado, além de Paraná e Roraima. O boletim também aponta que os casos graves do tipo B também seguem em ritmo de crescimento em estados da região Centro-Sul, como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, incluindo o Distrito Federal.
Além de Minas Gerais, outros quatro estados estão em alerta de risco ou alto risco para casos de SRAG: Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
O alerta é reforçado pelo perfil de gravidade e óbitos. Enquanto a incidência de SRAG atinge as crianças menores de 2 anos (especialmente pelo VSR), a mortalidade é maior na população com 65 anos ou mais, tendo como principal causa o vírus influenza A. A Fiocruz também expressou preocupação com a influenza B, que apresenta alta mortalidade tanto em crianças pequenas quanto em idosos.
O cenário de BH
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, somente nos primeiros 13 dias deste mês, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAS) e centros de saúde da capital realizaram cerca de 29 mil atendimentos por doenças respiratórias. No acumulado de 2026, BH já registrou aproximadamente 356 mil atendimentos relacionados a doenças respiratórias. Em comparação, no mesmo período de 2025, foram registrados 446 mil atendimentos.
“A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), durante o período de sazonalidade das doenças respiratórias, vem desenvolvendo diversas ações de prevenção, assistência e vigilância, além de realizar o monitoramento contínuo da situação epidemiológica e da capacidade assistencial relacionada a essas doenças no município”, destacou em nota.
Apesar do sinal de alerta em Minas Gerais, a PBH esclareceu que a rede municipal de saúde “está respondendo de forma eficiente e não há pressão assistencial”. “As equipes estão preparadas, os estoques de insumos e medicamentos estão abastecidos e o monitoramento segue constante. Se houver necessidade, novas medidas serão tomadas para garantir a assistência à população”, completou.
Orientações de prevenção
Diante do crescimento de casos graves em Minas Gerais, a Fiocruz reforçou a urgência de medidas preventivas:
- Manter a vacinação em dia, sendo esta a medida mais importante;
- Higiene rigorosa das mãos e cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar;
- Isolamento imediato ao apresentar sintomas de gripe ou resfriado;
- Uso de máscaras caso precise sair de casa com sintomas.












