Pouco mais de um mês após a morte de Raiane Maria Silva Santos, de 21 anos, vítima de uma facada desferida pelo namorado, em Goiás, a família da jovem pede por Justiça e cobra as autoridades sobre a conclusão do inquérito. Alessandra Silva, mãe de Raiane, diz que, até o momento, não tem muitas respostas sobre o que aconteceu e que nem mesmo o advogado de acusação escolhido pela família foi nomeado. “Parece só mais um caso de feminicídio. A gente não tem voz, a gente não ouve, não tem resposta”, lamenta a mãe que afirma, ainda, que chegou a procurar o Ministério Público, sem sucesso.
O caso foi registrado no dia 20 de março, em um condomínio localizado em Goiânia (GO), onde o casal morou por apenas 15 dias. Já a família de Raiane mora em Pará de Minas, a cerca de 80 km de distância de BH. “É inexplicável! Ele não acabou só com a vida da Raiane. Foi com tudo! Foi com os sonhos, sonhos da família inteira”, disse a mãe da vítima, Alessandra, que ainda confessou viver, agora, sob um misto de sentimentos como luto, tristeza e revolta.
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Raiane namorou com André Lucas da Silva Ribeiro, de 28 anos, por cerca de dois meses antes de ser morta. Após desferir uma facada no peito da vítima, ele ainda enviou um vídeo para a mãe dele confessando o crime. “Ele vinha aqui em casa, a gente convivia com ele, sentava aqui na cozinha. Ele não demonstrava essa agressão ou ser uma pessoa agressiva, violenta”, relembra a mãe de Raiane, ainda incrédula com a frieza do rapaz.
O caso
Após a morte de Raiane, uma testemunha que foi ouvida pela polícia afirmou que Raiane e André tinham brigas constantes e que, no dia do crime, tiveram mais um desentendimento, motivado por ciúmes.
O amigo relatou ainda que ouviu a discussão, mas acreditou se tratar de uma “briga comum”. Conforme a Polícia Civil de Goiás, em determinado momento, o jovem escutou o barulho de algo caindo e, ao verificar, encontrou a vítima caída no chão, desacordada e com uma mancha de sangue no peito.
A PMGO foi acionada e, ao chegar no local, constatou a morte de Raiane. O suspeito, que estava na casa, confessou o crime e foi preso em flagrante.
De acordo com a PCGO, “A prisão em flagrante do autor foi convertida em preventiva e, desde então, ele se encontra preso”, informou a Delegacia Estadual de Atendimento Especializado à Mulher. “O inquérito policial já foi relatado, enviado ao Poder Judiciário e o autor foi indiciado pelo crime de homicídio praticado no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher, com a qualificador do motivo fútil em razão da desproporcionalidade da reação do investigado”, completou.
O BHAZ pediu um posicionamento ao MPGO sobre o acompanhamento do caso e aguarda resposta.









