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‘Bolsonaro Comunista’?: Presidente vira meme na web após homenagem a soldados soviéticos

17/02/2022 às 09h43
Bolsonaro comunista
Internet apontou controvérsias na homenagem (Reprodução/Redes sociais)

A viagem do presidente Jair Bolsonaro (PL) à Rússia segue como um dos assuntos mais comentados nas redes sociais. O mandatário brasileiro chegou ao país do Leste Europeu nessa segunda-feira (14) e, dentre os compromissos na agenda presidencial, participou de uma cerimônia no Túmulo do Soldado Desconhecido, onde prestou homenagem a soldados soviéticos. O gesto tradicional causou alvoroço, uma vez que Bolsonaro repudia, publicamente, o comunismo.

Em um momento anterior à reunião com Putin, o presidente do Brasil participou de uma cerimônia de aposição floral no local, que é um importante ponto histórico de Moscou. Ele acompanhou militares russos, que carregavam uma coroa de flores com o desenho da bandeira nacional brasileira, em homenagem a soldados que prestaram serviços fora de sua terra natal. A solenidade, que faz parte do protocolo de visitas de chefes de Estado a outros países, contou com uma marcha da Guarda de Honra russa e um minuto de silêncio.

Confira abaixo um registro do momento:

#BolsonaroComunista

Em visita presidencial ao Kremlin, Jair Bolsonaro e Vladimir Putin debateram temas como energia, agricultura e defesa de ambas as nações. De acordo com o chefe do Executivo brasileiro, o país da América Latina é solidário à Rússia e “tem muito o que colaborar com várias áreas”, dentre elas petróleo e gás. Além do presidente, integram a comitiva os ministros Walter Braga Netto, Luiz Eduardo Ramos e Augusto Heleno.

Nas principais redes sociais, o gesto de homenagem no Túmulo do Soldado Desconhecido virou motivo para deboche. Os internautas apontam controvérsias entre o episódio e as declarações polêmicas de Bolsonaro acerca do comunismo, desde que assumiu a presidência da República em 2019.

No Twitter, muitos usuários levantaram a hashtag #BolsonaroComunista em brincadeira alusiva ao regime político do país comandado por Vladimir Putin.

Veja abaixo:

Bolsonaro comparou nazismo a comunismo

Em face das recentes polêmicas envolvendo o Flow Podcast e o apresentador Monark, o presidente veio a público e declarou repúdio ao nazismo, no dia 9 deste mês. “A ideologia nazista deve ser repudiada de forma irrestrita e permanente”, disse ele.

Na sequência, Bolsonaro escreveu que é desejo de seu governo combater, por meio da lei, “outras organizações que promovem ideologias que pregam o antissemitismo, a divisão de pessoas em raças ou classes”, citando o comunismo como forma de governo que “dizimou milhões de inocentes ao redor do mundo”.

“O fato de uma ideologia repugnante como a nazista ter destruído milhões de vidas exige que tenhamos extrema responsabilidade e seriedade na hora de tratar do tema, não deixando espaço para a calúnia, a difamação e a sua banalização. Não se combate uma injustiça com injustiças”, diz outro trecho da nota, publicada no Twitter de Bolsonaro.

Em 2019, no Memorial do Holocausto, o presidente da República afirmou que o nazismo é um regime de esquerda. “Não há dúvida, não é? Partido Socialista, como é que é? Da Alemanha. Partido Nacional Socialista da Alemanha”, respondeu Jair Bolsonaro, quando questionado por um jornalista.

Crescimento em relações bilaterais

A reunião entre os presidentes do Brasil e da Rússia durou cerca de duas horas e foi acompanhada por intérpretes, que traduziram os diálogos ao longo do encontro. Além de agradecer por ser recebido pelo mandatário, Bolsonaro declarou apoio aos propósitos da Rússia.

“Eu tenho certeza que até mesmo essa passagem é um retrato para o povo que nós podemos crescer muito nas nossas relações bilaterais […] Tenho certeza que esse encontro será muito produtivo para os nossos povos”, disse o líder do Executivo em dado momento da reunião.

De acordo com a BBC Brasil, o Kremlin enviou orientações ao governo brasileiro solicitando que Bolsonaro e sua equipe fizessem até cinco exames de PCR para detectar a Covid-19. O primeiro deles foi feito de quatro a cinco dias antes da chegada no país do Leste Europeu.

Editado por: Roberth R Costa

Nicole Vasques

Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), escreve para o BHAZ desde 2021. Participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.

Nicole Vasques

Email: [email protected]

Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), escreve para o BHAZ desde 2021. Participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.

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