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Por onde andam as benzedeiras? Em MG a tradição se mantém firme e tem até curso

03/04/2025 às 18h15 - Atualizado em 04/04/2025 às 09h41

Em algum momento da vida, você foi benzido? Pode ser que na infância sua avó, tios e até vizinhos recomendaram para que sua mãe te levasse em uma. Não é difícil ouvir contos e casos desse tipo em famílias mineiras. Mas e hoje? Como anda a tradição?

“Minha mãe me contou que, quando eu era bebê, chorava muito mais do que o normal e, sempre que possível, ela me levava a uma benzedeira para tentar me acalmar e aliviar meus desconfortos”, esse é o relato da benzedeira, terapeuta e escritora Juliana Gomes, de 37 anos, que hoje dá curso de benzimento justamente para que a tradição não desapareça e seja mantida com muito respeito até mesmo entre os jovens.

Ao BHAZ, a belo-horizontina disse que o benzimento chegou até ela antes mesmo de ter consciência —ainda bebê. Estudiosa de outras religiões, a escritora se especializou e durante a inauguração de um espaço terapêutico, Juliana conta ter recebido um chamado espiritual para que desse seguimento à essa tradição, além de ensinar.

“Existe sim uma tradição familiar que é linda, que deve ser valorizada, mas eu acredito que o benzimento é uma sabedoria da alma e não um dom exclusivo de uma linhagem. Ele pode ser aprendido. E eu ensino que quem tem amor no coração, fé e humildade e uma vontade genuína de ajudar o outro, pode benzer.” Foi daí que surgiu a ideia de lançar o livro e o curso “Resgatando o Benzimento”.

O curso:

De certo nossos avós confiavam nas benzedeiras para curar dores físicas, emocionais e espirituais. Esse ainda é o objetivo de quem busca pela tradição e pelo curso. “Nós oferecemos hoje dois formatos: o curso on-line e o curso presencial. O on-line tem sido a maior frente porque tem o poder de romper barreiras geográficas. É um curso completo, dividido em módulos que vão desde a base teórica até a prática com ervas, instrumentos, orações e diferentes tipos de benzimentos”.

O aluno tem contato com vídeo aulas, apostilas, atividades e suporte de uma equipe especializada. “No formato presencial, o curso é feito em locais específicos, em casas espirituais. Levamos para outras cidades e estados. Mas tem um número limitado de participantes” explica Juliana. Ambas as modalidades são para todos que se interessarem e não preciso ter uma religião, ser terapeuta ou ter um dom específico.

Anota aí:

Belo Horizonte:

  • 12/04 – Casa de Cura – Rua Pio X, 250, Ipiranga – BH
  • 24/05 – 7 Magos – Rua Professor Benedito Fonseca, 135, sala 1, Fernão Dias – R$160,00

São Paulo:

  • 26/04 – Espaço Personne – Rua Dr. Fabrício Vampré, 148, Vila Mariana – São Paulo/SP (Próximo ao Metrô Ana Rosa) – R$400,00

Benzimento Solidário:

  • Todo último domingo do mês (local sob consulta)

Para mais informações e inscrições: Instagram: @jugomesbr / @florinstituto: 31 99576-1997

Asafe Alcântara

Coordenador de mídias digitais e repórter, no BHAZ, desde setembro de 2021. Atualmente concilia como repórter na Record TV Minas. Jornalista graduado pelo UNI-BH, com experiência em redações de veículos de comunicação, como RedeTV! BH, TV Band Minas, TV Alterosa, TV Anhanguera (afiliada Globo GO), TV Justiça e CNN Brasil.
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