Em algum momento da vida, você foi benzido? Pode ser que na infância sua avó, tios e até vizinhos recomendaram para que sua mãe te levasse em uma. Não é difícil ouvir contos e casos desse tipo em famílias mineiras. Mas e hoje? Como anda a tradição?
“Minha mãe me contou que, quando eu era bebê, chorava muito mais do que o normal e, sempre que possível, ela me levava a uma benzedeira para tentar me acalmar e aliviar meus desconfortos”, esse é o relato da benzedeira, terapeuta e escritora Juliana Gomes, de 37 anos, que hoje dá curso de benzimento justamente para que a tradição não desapareça e seja mantida com muito respeito até mesmo entre os jovens.
Ao BHAZ, a belo-horizontina disse que o benzimento chegou até ela antes mesmo de ter consciência —ainda bebê. Estudiosa de outras religiões, a escritora se especializou e durante a inauguração de um espaço terapêutico, Juliana conta ter recebido um chamado espiritual para que desse seguimento à essa tradição, além de ensinar.
“Existe sim uma tradição familiar que é linda, que deve ser valorizada, mas eu acredito que o benzimento é uma sabedoria da alma e não um dom exclusivo de uma linhagem. Ele pode ser aprendido. E eu ensino que quem tem amor no coração, fé e humildade e uma vontade genuína de ajudar o outro, pode benzer.” Foi daí que surgiu a ideia de lançar o livro e o curso “Resgatando o Benzimento”.
O curso:
De certo nossos avós confiavam nas benzedeiras para curar dores físicas, emocionais e espirituais. Esse ainda é o objetivo de quem busca pela tradição e pelo curso. “Nós oferecemos hoje dois formatos: o curso on-line e o curso presencial. O on-line tem sido a maior frente porque tem o poder de romper barreiras geográficas. É um curso completo, dividido em módulos que vão desde a base teórica até a prática com ervas, instrumentos, orações e diferentes tipos de benzimentos”.
O aluno tem contato com vídeo aulas, apostilas, atividades e suporte de uma equipe especializada. “No formato presencial, o curso é feito em locais específicos, em casas espirituais. Levamos para outras cidades e estados. Mas tem um número limitado de participantes” explica Juliana. Ambas as modalidades são para todos que se interessarem e não preciso ter uma religião, ser terapeuta ou ter um dom específico.
Anota aí:
Belo Horizonte:
- 12/04 – Casa de Cura – Rua Pio X, 250, Ipiranga – BH
- 24/05 – 7 Magos – Rua Professor Benedito Fonseca, 135, sala 1, Fernão Dias – R$160,00
São Paulo:
- 26/04 – Espaço Personne – Rua Dr. Fabrício Vampré, 148, Vila Mariana – São Paulo/SP (Próximo ao Metrô Ana Rosa) – R$400,00
Benzimento Solidário:
- Todo último domingo do mês (local sob consulta)












