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Sonegação e menos combustível do que o registrado: inspeção encontra irregularidades em postos de Minas

01/05/2025 às 15h35 - Atualizado em 01/05/2025 às 15h42
Operação ocorreu em 27 cidades de Minas durante dois dias (Receita Estadual / Divulgação)

A Receita Estadual fiscalizou, entre terça (29) e quarta-feira (30), 120 postos de gasolina distribuídos entre 27 cidades mineiras. Em alguns estabelecimentos apontados pela operação Ecdise foram encontrados indícios de esquema estruturado de sonegação fiscal e desvirtuamento da atividade empresarial, além de fraude no abastecimento do combustível. A ação envolveu, também, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e o Instituto de Pesos e Medidas (Ipem-MG).

De acordo com o Governo de Minas, foram identificadas estruturas empresariais que se revezavam sob diferentes identidades jurídicas, mas operam de forma contínua. Recorrente, a tática busca dificultar a fiscalização e facilitar práticas fiscais fraudulentas. Os desdobramentos em campo da operação foram antecipados por ações de inteligência fiscal da Receita Estadual, responsável por apontar os alvos.

Embora o foco tenha sido fiscal, a inspeção contou com apoio da ANP e do Ipem-MG, que verificaram a qualidade dos combustíveis ofertados, a documentação técnica dos produtos e a conformidade das bombas de gasolina. A lista com o nome dos postos irregulares não foi divulgada pelos órgãos.

Destaque

Em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas, a operação Ecdise encontrou significativas irregularidades fiscais e de consumo em quatro postos de combustíveis.

Num deles, a Inscrição Estadual foi suspensa após ser constatada a falta de autorização de funcionamento junto à ANP. Noutro, diversas máquinas de cartão de crédito e débito foram apreendidas por estarem desacompanhadas de vínculo com o CNPJ do estabelecimento. Segundo o Governo, a estratégia tinha como provável objetivo dificultar o rastreamento da transação pelo Fisco.

“Com relação aos alvos em Divinópolis, o Ipem-MG lacrou bicos de abastecimento de alguns estabelecimentos, após testes revelarem que as bombas entregavam um volume menor do que o registrado no visor. Isso não é apenas uma questão tributária, mas também de respeito ao consumidor, que paga por uma quantidade de combustível que não recebe”, detalhou Marcelo Ravizzini, auditor fiscal da Receita Estadual.

O volume de estabelecimentos inspecionados pela operação Ecdise nesta semana equivale a cerca de 2% dos 5.569 postos de gasolina atualmente ativos no estado.

Thiago Cândido

Jornalista pela UFMG. Repórter no BHAZ desde 2023. Participou de reportagem vencedora do Prêmio CDL/BH de Jornalismo 2024.
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Email: [email protected]

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