As redes sociais são hoje o principal meio de informação do eleitor mineiro, segundo levantamento da Genial/Quaest, divulgado nesta terça-feira (28). A pesquisa eleitoral da Quaest inclui ainda dados sobre outras mídias e sobre as intenções de voto em Minas Gerais.
Os dados mostram uma mudança clara no comportamento do público, com o digital assumindo a liderança na forma como as pessoas acompanham o cenário eleitoral.
De acordo com a pesquisa da Quaest, 37% dos entrevistados dizem se informar sobre política pelas redes sociais, número que coloca essas plataformas à frente da TV, que aparece com 35%. Em seguida vêm outros meios (10%) e os que afirmam não se informar (9%). Já sites e blogs somam 6%, enquanto o rádio tem apenas 3% de preferência entre os eleitores.
O fenômeno reflete as mudanças no consumo de mídia, de acordo com o analista de comportamento de eleitor, Leandro César da Silva. “Houve uma migração muito forte para o consumo daquilo que é produzido de forma digital. Quando falamos de mídias digitais, importante entendemos que nós estamos trabalhando basicamente em três grandes pilares: Youtube, TikTok e Instagram”, analisa. Para Leandro, especialmente os eleitores mais jovens demonstram esse comportamento nas redes sociais.
Para o marqueteiro Alberto Lage, uma característica das redes sociais é a passividade quanto ao que o algoritmo entrega de informação, sendo pouco provável que sejam feitas pesquisas dado o formato das plataformas mais usadas. “No ambiente de rede social, se forma vínculo, se forma comunidade, mas sequer há plataforma de pesquisa hoje em dia na maioria das redes, com exceção do TikTok”, avalia.
Já o estrategista em marketing político, Celso Lamounier, acredita que as redes possibilitam um debate público dinâmico. “Isso exige das campanhas uma capacidade maior de escuta e de leitura do ambiente digital, para entrar em conversas que já estão acontecendo, e não simplesmente tentar impor uma narrativa”, afirma.








