TikTok
Youtube
X (Twitter)
Instagram
Facebook
Whatsapp

Minas descarta risco de surto de hantavírus após confirmação de primeira morte em 2026

11/05/2026 às 13h11
SES-MG descarta risco de surto de hantavírus em após confirmação de morte
(Reprodução/Clara Vale e Reprodução/Reuters)

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) afirmou que não há chances de surto de hantavirose no estado. Até o momento, uma morte foi confirmada em 2026, registrada em fevereiro.

A vítima foi um homem de 46 anos, morador de Carmo do Paranaíba, no Alto Paranaíba, que tinha histórico de contato com roedores silvestres em área de lavoura. O diagnóstico foi confirmado ainda no mesmo mês pela Fundação Ezequiel Dias.

Segundo a SES-MG, trata-se de um caso isolado, sem relação com outros registros da doença. A pasta também destacou que a cepa de hantavírus identificada no Brasil não é transmitida de pessoa para pessoa, o que afasta a possibilidade de disseminação comunitária.

A Secretaria ainda informou que um segundo caso inicialmente atribuído ao estado não foi confirmado e já solicitou ao Ministério da Saúde a correção da informação nos sistemas oficiais.

Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) mostram que Minas registrou números baixos em relação à contaminação: quatro casos de hantavirose em 2025, com dois óbitos. Em 2024, foram sete confirmações e quatro mortes.

Recomendações da Secretária de Saúde

A Secretaria reforçou orientações de prevenção, principalmente para moradores de áreas rurais. Entre as recomendações estão:

  • manter alimentos armazenados em recipientes fechados
  • evitar acúmulo de lixo e entulho
  • manter terrenos limpos
  • não deixar ração animal exposta
  • ventilar ambientes fechados antes da entrada.

A SES-MG também orienta que a limpeza de paióis, galpões, depósitos e armazéns seja feita com o chão umedecido com água e sabão, evitando varrer a seco.

O que é o hantavírus?

A hantavirose é uma zoonose viral aguda causada por vírus. No Brasil, a infecção em humanos se manifesta principalmente na forma da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), quadro que pode provocar comprometimentos pulmonares e cardíacos graves.

Os hantavírus têm como reservatórios naturais alguns roedores silvestres, que podem carregar o vírus durante toda a vida sem apresentar sintomas. Esses animais eliminam o vírus pela urina, saliva e fezes, o que representa risco de transmissão para humanos.

Como ocorre a infecção?

A principal forma de infecção ocorre pela inalação de partículas contaminadas presentes no ar, formadas a partir das excretas de roedores infectados. A transmissão também pode acontecer por mordidas, contato do vírus com mucosas, como boca, nariz e olhos, por meio de mãos contaminadas, e, em casos raros registrados na Argentina e no Chile, de pessoa para pessoa.

O período de incubação da doença varia entre três e 60 dias, com média de uma a cinco semanas. Especialistas apontam que fatores como desmatamento, expansão urbana em áreas rurais e grandes plantações favorecem o aumento da população de roedores silvestres e, consequentemente, elevam o risco de transmissão.

Quais os sintomas?

Os sintomas iniciais da hantavirose incluem febre, dores no corpo, dor de cabeça, dor abdominal e sintomas gastrointestinais. Nos casos mais graves, a doença evolui para a fase cardiopulmonar, que pode provocar dificuldade para respirar, respiração acelerada, aumento dos batimentos cardíacos, tosse seca e queda de pressão arterial.

As orientações de prevenção incluem evitar contato com locais fechados que apresentem sinais de infestação por roedores sem limpeza adequada, manter alimentos e lixo armazenados corretamente em acampamentos e evitar deitar diretamente no solo em áreas rurais ou de mata.

Raul Costa

Graduando em Jornalismo pela UFMG e estagiário no BHAZ. Gosto jornalismo cultural, cultura pop e tudo que envolve contar boas histórias.

Raul Costa

Email: [email protected]

Estagiário do BHAZ

Mais lidas do dia

Leia mais

Acompanhe com o BHAZ