Um dos traficantes mais procurados do Brasil deve ser trazido para Belo Horizonte até esta terça-feira (17). De acordo com a Polícia Federal, uma aeronave da Polícia Federal já se encontra na cidade de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, onde Douglas de Azevedo Carvalho, o “Mancha” , foi encontrado em um condomínio de luxo. Ele era considerado foragido da Justiça, e era procurado desde julho de 2024, acusado de tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Mancha utilizava documentos falsos para despistar as autoridades, tinha uma identidade falsa boliviana e um passaporte italiano. Ele era considerado uma liderança do tráfico internacional de drogas. De acordo com o Superintendente Regional da Polícia Federal, Richard Murad, além de ser investigado por enviar para Minas Gerais toneladas de maconha, “no ano de 2022, esse foragido foi alvo de uma operação da Polícia Federal no Pará, quando ele remeteu 300 quilos de cocaína para Portugal. Nós conseguimos realizar a apreensão dessa droga, em Portugal, oculta em uma carga de açaí. Posteriormente, ele foi preso, mas foi beneficiado com uma medida judicial”.
No momento da prisão, o criminoso estava com cerca de 60 mil dólares em casa, mas, ele já teve cerca de 600 milhões de reais em bens e valores bloqueados, em 2024, depois que investigações da PCMG culminaram na Operação Bolt. “Foi uma operação que tinha como objetivo desarticular uma organização criminosa vinculada ao tráfico de drogas e outras atividades ilícitas, como a lavagem de dinheiro”, disse Letícia Gamboge, delegada-chefe da Polícia Civil, em Minas.
Quem é Mancha?
Douglas de Azevedo Carvalho nasceu em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Em Minas, ele se filiou ao Primeiro Comando da Capital (PCC), expandindo a atuação no tráfico de drogas. De acordo com a Polícia, quando foi preso pela primeira vez, em 2024, foi localizado em Escarpas do Lago, Capitólio.
As investigações também mostraram que, mesmo depois de fugir para a Bolívia, Mancha continuava dando ordens para serem executadas em Minas, além de enviar drogas para a Europa e Ásia. Ele também teria se filiado ao Comando Vermelho, fornecendo os entorpecentes.








