Freddie Mercury: Morte do icônico vocalista do Queen completa 30 anos

Freddie Mercury
Freddie Mercury construiu sua carreira como um artista completo (Simon Fowler/Queen Productions)

No dia 24 de novembro de 1991, o icônico cantor Freddie Mercury deixava para trás um legado inegável para a comunidade artística mundial. A morte do vocalista do Queen completa 30 anos nesta quarta-feira (24) e a lembrança emociona milhares de internautas, que deixam homenagens nas redes sociais.

Além de vocalista, Freddie Mercury também construiu sua carreira como um artista completo, impressionando com as performances e atuando como pianista e compositor. O músico morreu aos 45 anos, após travar uma batalha contra a Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida).

O artista nasceu em em 5 de setembro de 1946, sob o nome de Farrokh Bulsara. Ao contrário do que muitos podem pensar, apesar de a banda Queen ser britânica, Mercury não nasceu na Inglaterra, e sim em Zanzibar, na Tanzânia.

A família do cantor deixou o país em 1964, mudando-se para a Inglaterra. Alguns anos depois, Freddie Mercury conheceu Tim Staffell, vocalista e baixista da banda Smile ao lado de Brian May e Roger Taylor. Com a saída de Staffell do grupo, Mercury se tornou o vocalista e sugeriu a mudança de nome para “Queen”.

Desde que se uniram em 1971, os três, ao lado de John Deacon, surpreenderam os críticos de música com um rock progressivo, cheio de nuances e experiências.

Batalha contra a Aids

Em uma época em que o medicamento mais eficaz contra a Aids ainda era o AZT (azidotimidina) e os coquetéis antirretrovirais não haviam sido descobertos, o preconceito contra os portadores de HIV (vírus da imunodeficiência humana) era imenso.

Os boatos de que Freddie Mercury convivia com a doença foram ficando mais fortes ao longo do tempo, já que o Queen parou de fazer turnês em 1986 e o cantor passou a aparecer publicamente com menos frequência.

Quando aparecia, o público notava que ele estava muito magro. Nos dois clipes que foram feitos para promover o álbum Innuendo, as imagens eram em preto e branco e Freddie aparecia maquiado (como em These Are The Days Of Our Lives ) ou fantasiado (como em I´m Going Slightly Mad).

“Colocá-lo caracterizado era uma boa camuflagem. A maquiagem, a peruca, o preto e branco, ajudaram a esconder o fato de que Freddie já estava bem doente”, explicou o o baterista Roger Taylor.

Apesar dos boatos, Freddie Mercury só assumiu que estava doente um dia antes da sua morte.

Legado

No auge, o Queen veio ao Brasil com dois shows no Morumbi, em março de 1981. Na época, Freddie já destoava da imagem dos demais vocalistas de bandas de rock: cabelos curtos, bigodão e sem camisa durante todo o show.

Mas foi no Rio de Janeiro, durante a primeira edição do Rock in Rio, que a banda alcançou seu recorde de público (mais de 250 mil pessoas) em cada uma das noites, em 11 e 18 de janeiro de 1985.

No último ano de vida, o artista se mudou com os outros três integrantes do Queen para a pacata cidade suíça de Montreux, para ficar próximo ao estúdio de gravações.

“Freddie dizia, eu posso ir hoje por algumas horas. E nós aproveitávamos para tirar o melhor dele. Ele dizia, escrevam qualquer coisa, que eu canto”, lembra o guitarrista Brian May em entrevista ao documentário “Champions of the World”, editado quatro anos após a morte de Freddie.

A morte do vocalista impediu a banda de continuar sua trajetória. O guitarrista Brian May e o baterista Roger Taylor tentaram, em vários momentos, ressuscitar a banda, em álbuns póstumos, ou utilizando outro vocalista, como Paul Rodgers ou Adam Lambert.

A imagem que Freddie Mercury construiu no imaginário de toda uma geração sempre impede o total sucesso das tentativas, já que as comparações são inevitáveis. A memória do artista segue viva mesmo em quem só conheceu sua obra após sua morte.

Com Agência Brasil

Edição: Roberth Costa
Sofia Leão
Sofia Leãosofia.leao@bhaz.com.br

Repórter do BHAZ desde 2019 e graduanda em jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Participou de reportagens premiadas pelo Prêmio Cláudio Weber Abramo de Jornalismo de Dados, pela CDL/BH e pelo Prêmio Sebrae de Jornalismo em 2021.

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