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Sinal de desgraça ou dias melhores? Saiba como civilizações antigas interpretavam eclipse solar

14/10/2023 às 12h16
eclipse solar
Interpretação dos eclipses solares é carregada de mitos criados pelas civilizações antigas (Reprodução/Agência Brasil)

Os eclipses solares são fenômenos naturais explicados pela ciência e estudados por astrônomos em todo o mundo. Porém, nem sempre foi assim. Civilizações antigas interpretavam o eclipse de forma mística, acreditando que era um sinal de desgraça.

Segundo o Met Sul Meteorologia, há centenas e milhares de anos, os eclipses eram vistos como mau agouro, e algumas culturas acreditavam que era um sinal de que os deuses e o céu estavam revoltados. Em outras, o fenômeno era visto como um sinal de tempos melhores.

Significado de ‘eclipse’

A palavra eclipse vem do grego e se traduz como desaparecimento ou abandono. Os antigos gregos consideravam que um eclipse solar era um momento em que o Sol abandonava o mundo, criando crises e uma ameaça existencial.

Poderia significar que o rei cairia, que terríveis infortúnios choveriam sob o mundo ou que demônios engoliriam o Sol. Para muitas culturas, o escurecimento do Sol significava que os deuses estavam irritados com a humanidade e iriam impôr algum castigo.

Para apaziguar os deuses, povos como os Incas acreditavam ser necessário matar alguém. Na Transilvânia, em Romênia, a população acreditava que o eclipse significava que Sol estava virando as costas para os pecados da humanidade.

Os sacerdotes astecas previam que, se houvesse um eclipse solar acompanhado por um terremoto, o mundo acabaria.

Mito do demônio engolindo o Sol

Já a ideia de que o fenômeno significava que um demônio estava engolindo o Sol aparece no folclore em todo o mundo. Na China antiga, a palavra mais antiga para eclipse, “shih”, significava comer. Acreditava-se, então, que um dragão estava comendo o Sol.

No Vietnã, o ser comedor do Sol era um sapo. Para os nativos de algumas regiões da América do Norte, era um urso; na antiga Iugoslávia, um lobisomem, e na Sibéria, um vampiro.

Para a cultura do Egito antigo, havia a história de que a serpente do caos e da morte, Apep se opôs a Rá, o deus do Sol, e estava sempre tentando alcançar o barco celeste de Rá para devorar o disco solar. Porém, no final, Rá sempre foi capaz de combater Apep, e o Sol voltava.

Culturas que viam o eclipse solar de forma positiva consideravam que o fenômeno seria um ato de criação de mais estrelas a partir do “acoplamento” do Sol e da Lua.

Com Met Sul Meteorologia

Andreza Miranda

Graduada em Jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2020. Participou de duas reportagens premiadas pela CDL/BH (2021 e 2022); de reportagem do projeto MonitorA, vencedor do Prêmio Cláudio Weber Abramo (2021); e de duas reportagens premiadas pelo Sebrae Minas (2021 e 2023).

Andreza Miranda

Email: [email protected]

Graduada em Jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2020. Participou de duas reportagens premiadas pela CDL/BH (2021 e 2022); de reportagem do projeto MonitorA, vencedor do Prêmio Cláudio Weber Abramo (2021); e de duas reportagens premiadas pelo Sebrae Minas (2021 e 2023).

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