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Vice-prefeito de Ubá pede que população não saia de casa e economize água

24/02/2026 às 12h55
(Reprodução/Corpo de Bombeiros)

O vice-prefeito de Ubá, Cabo Rominho (Republicanos), pediu que a população evite sair de casa e economize água diante da enchente que atinge o município da Zona da Mata mineira. Em entrevista à TV Globo nesta terça-feira (24), ele classificou o cenário como a “maior tragédia da história da cidade” e reforçou que os moradores só devem sair “em último caso”.

“A gente pede que a população evite sair de casa, economize água no momento. Só saia em último caso. Nunca passamos por uma situação como essa que estamos passando. É muito pior do que nos vídeos. Nós estamos vendo de perto, prédios desabando diante dos nossos corpos. Estamos trabalhando demais para recuperar nossa cidade”, afirmou.

Segundo a prefeitura, seis mortes já foram confirmadas em decorrência da enchente provocada pela cheia do rio, e ainda não há número fechado de desaparecidos. “É um cenário de catástrofe. É um cenário de guerra. A cidade está destruída. A gente anda pela rua e não acredita. É um cenário devastador”, disse o vice-prefeito.

As equipes de resgate atuam em diversos pontos da cidade. No primeiro momento, a prioridade foi salvar pessoas ilhadas e afetadas diretamente pela água. Agora, os trabalhos se concentram na liberação de vias bloqueadas. As aulas estão suspensas e escolas foram transformadas em pontos de abrigo para famílias que perderam as casas. Até o momento, não há balanço oficial do total de atingidos.

O município também pediu apoio aos governos estadual e federal para ajudar na reconstrução da cidade.

Chuvas na Zona da Mata

O temporal soterrou casas, arrastou carros, provocou alagamentos e deixou um rastro de destruições nas duas cidades. Em Ubá, um prédio chegou a desabar no centro do município. Segundo relatos enviados ao BHAZ, a situação é caótica. Há pedidos por botes para o resgate de pessoas ilhadas, além de relatos de desaparecidos.

A prefeitura de Juiz de Fora destacou que este é o fevereiro mais chuvoso da história, com volume de 584 mm, superior ao dobro esperado para o mês. O Executivo municipal decretou estado de calamidade pública devido aos danos causados pelas chuvas fortes. As aulas das creches e escolas municipais foram suspensas.

Imagens divulgadas pelo Corpo de Bombeiros mostram a destruição que a chuva provocou nas duas cidades:

Isabella Guasti

Jornalista graduada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2021. Participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022 e também de reportagem premiada pelo Sebrae Minas em 2023. Vencedora do prêmio CDL/BH de jornalismo 2024.
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