O Brasil ocupa a quarta posição no ranking de expansão do turismo internacional entre 2019 e 2025, segundo o relatório Tendências e Políticas do Turismo 2026, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). No período, o número de turistas estrangeiros no país passou de 6.353.141 para 9.287.196, variação de 46%.
O levantamento compara o total de chegadas internacionais em 2019, ano anterior à pandemia de covid-19, com os números de 2025, entre 51 países e blocos monitorados pela organização. À frente do Brasil no ranking estão Arábia Saudita, Marrocos e Egito.
Os 20 países com maior expansão
A tabela reúne os 20 países do levantamento da OCDE com a maior variação percentual nas chegadas de turistas internacionais entre 2019 e 2025.
| Posição | País | Turistas 2019 | Turistas 2025 | Variação 2019-2025 |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Arábia Saudita | 17.525.636 | 29.254.787 | 67% |
| 2 | Marrocos | 12.932.734 | 19.792.604 | 53% |
| 3 | Egito | 12.875.682 | 18.902.101 | 47% |
| 4 | Brasil | 6.353.141 | 9.287.196 | 46% |
| 5 | Malta | 2.753.239 | 4.022.310 | 46% |
| 6 | Colômbia | 4.130.762 | 5.988.482 | 45% |
| 7 | Japão | 31.882.049 | 42.683.837 | 34% |
| 8 | Chile | 4.517.962 | 6.004.567 | 33% |
| 9 | Noruega | 5.879.307 | 7.501.402 | 28% |
| 10 | Sérvia | 1.846.551 | 2.348.495 | 27% |
| 11 | Dinamarca | 7.415.728 | 9.012.635 | 22% |
| 12 | Turquia | 51.191.882 | 62.034.424 | 21% |
| 13 | Portugal | 17.282.626 | 20.776.360 | 20% |
| 14 | Luxemburgo | 1.186.374 | 1.413.750 | 19% |
| 15 | Eslovênia | 4.701.878 | 5.471.147 | 16% |
| 16 | Espanha | 83.509.153 | 96.803.893 | 16% |
| 17 | Islândia | 2.013.190 | 2.297.121 | 14% |
| 18 | França | 90.900.000 | 102.000.000 | 12% |
| 19 | Grécia | 25.038.500 | 27.858.064 | 11% |
| 20 | Países Baixos | 20.129.000 | 22.324.000 | 11% |
Números do Brasil
Em 2025, o Brasil recebeu 9.287.196 turistas internacionais, alta de 37,1% sobre 2024, quando o total foi de 6.773.619. Os gastos de visitantes estrangeiros somaram US$ 7,9 bilhões no ano, valor 31,2% acima do registrado antes da pandemia, em termos nominais. Os quatro mercados com maior participação nas chegadas são Argentina (36,5%), Chile (8,6%), Estados Unidos (8,2%) e Paraguai (5,7%), segundo a Embratur, agência responsável pela promoção do turismo brasileiro no exterior.
No primeiro semestre de 2026, o país recebeu 5,2 milhões de turistas internacionais, segundo volume da série histórica para o período. Os visitantes gastaram US$ 5,6 bilhões, alta de 12% em relação ao mesmo intervalo de 2025.
O setor sustentou 2,3 milhões de empregos formais em 2024, equivalente a 4% do total de vagas no país, patamar igual ao de 2023. Em 2019, o turismo respondia por 2,1 milhões de postos de trabalho.
Promoção no exterior
Segundo a Embratur, o resultado acompanha a expansão das ações de promoção do Brasil fora do país. Entre as iniciativas estão participação em feiras internacionais, viagens de imprensa, viagens de familiarização para operadores e agentes de turismo e campanhas de divulgação em mercados prioritários da Embratur.
Comparação regional e internacional
Na América do Sul, o desempenho do Brasil contrasta com o de outros países da região no mesmo período: as chegadas caíram 23% na Argentina e 22% no Peru.
Entre destinos turísticos de maior volume de chegadas, o crescimento do Brasil, de 46%, superou o do Japão (34%), de Portugal (20%), da Espanha (16%) e da França (12%) entre 2019 e 2025.
Panorama global
Segundo a OCDE, o turismo internacional segue em recuperação após a pandemia de covid-19, com aumento da demanda por viagens, retomada de conexões aéreas entre países e expansão de investimentos no setor. As chegadas internacionais nos países da OCDE somaram 847.044.600 em 2025, alta de 5% sobre 2019. No mundo, o total de chegadas passou de 1,469 bilhão para 1,534 bilhão no período, variação de 4%, com dados da ONU Turismo citados no relatório.
O relatório da OCDE também registra queda nas chegadas de quatro países em 2025 frente aos níveis anteriores à pandemia: Canadá (-0,6%), Alemanha (-0,8%), Irlanda (-2,8%) e Estados Unidos (-5,5%). Em Israel, o turismo internacional segue afetado pelo conflito no Oriente Médio, com chegadas 70,8% abaixo do nível registrado antes da pandemia.

















