Uma funcionária de 22 anos é investigada por desviar valores de um supermercado em Aparecida de Goiânia. A estimativa inicial do prejuízo é de R$ 500 mil, mas a Polícia Civil alerta que o montante total pode atingir R$ 1 milhão.
A jovem foi presa na segunda-feira (10), mas a Justiça a liberou logo após a audiência de custódia. Ela responde agora por furto qualificado mediante fraude.
As autoridades ainda não divulgaram o nome da investigada.
Vida de luxo e gastos incompatíveis
Com um salário mensal de aproximadamente R$ 3 mil, a jovem mantinha um padrão de vida elevado. A polícia identificou a compra de um iPhone avaliado em R$ 10 mil, uma tatuagem de R$ 5 mil e bebidas importadas.
Ela teria adquirido um carro zero-quilômetro para o namorado, que utilizaria o veículo como motorista de aplicativo. Além disso, a jovem teria mostrado a colegas de trabalho um saldo bancário de R$ 60 mil.
Questionada sobre a origem do dinheiro, a suspeita alegou ter obtido parte dos valores através de apostas no ‘Jogo do Tigrinho’.
Como o esquema foi descoberto
O proprietário do supermercado notou divergências de cerca de 20% nos fechamentos de caixa. Imagens de câmeras de segurança registraram a funcionária retirando cédulas sem repassá-las ao sistema.
Em um episódio específico, o caixa movimentou R$ 14 mil, mas apenas R$ 270 foram depositados em espécie, apesar de o valor esperado ser de R$ 1.698,26. A investigação aponta que a jovem teria criado anotações financeiras falsas para mascarar as retiradas.
Andamento da investigação e defesa
A Polícia Civil solicitou a quebra do sigilo bancário para rastrear o destino dos valores. O namorado da jovem também pode ser investigado por receptação ou lavagem de dinheiro, caso seja provado que ele sabia da origem ilícita do veículo.
A defesa da investigada nega a fraude financeira e afirma que ela foi acusada injustamente. Os advogados contestam os valores divulgados, alegando que o registro original indicava um desvio de pouco mais de R$ 1 mil.

















