Um médico de 44 anos foi preso em flagrante na noite de sexta-feira (7) por suspeita de estupro de vulnerável no bairro do Cambuci, região central de São Paulo. O homem é chefe do Departamento de Anestesiologia do Hospital Salvalus. A vítima também é médica anestesiologista e colega de trabalho do investigado.
Detalhes da prisão e contexto do crime
A ocorrência foi registrada por volta das 21h na 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). O crime teria acontecido em um apartamento localizado no Cambuci.
As autoridades preservaram a identidade dos envolvidos devido à natureza do caso. Esta é mais uma das graves notícias de São Paulo que mobilizam a Polícia Civil.
Relato da vítima e a dinâmica do crime
A médica relatou que marcou um almoço com o colega para celebrar a publicação de artigos científicos que ela escreveu. Durante o encontro, ambos consumiram bebidas alcoólicas e a substância entorpecente LSD.
A vítima afirmou ter ficado com a memória comprometida, lembrando-se apenas de cair no banheiro. Ao recobrar a consciência, percebeu que trajava roupas diferentes e estava sem seus acessórios.
Uma amiga do Hospital Salvalus foi ao local após receber mensagens de socorro via celular. Ela encontrou a médica abalada e sob efeito de substâncias por volta das 21h.
Versão do investigado
Em depoimento, o médico apresentou uma versão divergente dos fatos. Ele alegou que comprou o LSD a pedido da própria colega para comemorar as publicações acadêmicas.
O investigado afirmou que a médica passou mal e caiu no banheiro, momento em que ele a levou até o quarto. Ele negou ter mantido relação sexual ou utilizado violência física, alegando que também sofreu alterações de memória e percepção.
Andamento das investigações e tipificação penal
A vítima foi encaminhada ao Hospital da Mulher para atendimento médico e realização de perícia. No local, a profissional relatou dores na região íntima e apresentava alteração do estado psíquico.
O caso foi tipificado como estupro de vulnerável, crime caracterizado quando a vítima está impossibilitada de oferecer resistência devido ao seu estado psicológico. A Polícia Civil analisará depoimentos, exames periciais e vestígios colhidos no apartamento para elucidar o ocorrido.
O médico permanece preso e aguarda a audiência de custódia.

















