O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), decidiu abrir o jogo e declarou apoio oficial à campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para 2026. O anúncio ocorreu nesta segunda-feira (10), durante a posse de Giovanna Mayer como desembargadora do TRE da Paraíba.
Motta afirmou que o projeto do atual presidente converge com a sua própria visão sobre o que é melhor para o futuro do país. Ele revelou que aguardava a definição do seu partido para tornar pública a sua posição política.
A declaração marca um ponto importante na política brasileira, especialmente por vir do chefe da Câmara. O parlamentar agora se posiciona abertamente ao lado do PT para a disputa presidencial.
A estratégia de neutralidade do Republicanos
O apoio foi viabilizado por uma manobra da cúpula do Republicanos, que oficializou a neutralidade na disputa presidencial no dia 4 de agosto. Essa decisão foi tomada em convenção nacional em Brasília.
Com a neutralidade, os diretórios estaduais e seus membros ganharam liberdade total para escolher qual candidatura apoiar. A sigla alegou que a medida preserva a autonomia das lideranças locais e respeita as diferentes realidades regionais.
Relação institucional e governabilidade
Motta destacou que mantém uma relação de muito respeito institucional com o presidente Lula. Para ele, essa harmonia entre os poderes é fundamental para a convivência democrática.
O presidente da Câmara defendeu que a liderança do Legislativo ajudou na aprovação de matérias essenciais para o governo federal. Mesmo admitindo que existam altos e baixos, ele acredita que a convivência entre os poderes pode ser produtiva.
Contexto político na Paraíba
A decisão de Hugo Motta não é isolada em sua família, já que seu pai, Nabor Wanderley, também declarou voto no petista. O estado da Paraíba é historicamente um reduto de Lula, com 67% dos votos no segundo turno de 2022.
Apesar do apoio, o retorno pode não ser imediato para a família Motta. O PT indica que Lula deve priorizar alianças com João Azevêdo e Veneziano Vital do Rêgo na corrida ao Senado. Isso significa que o endosso de Motta pode não ser retribuído na disputa legislativa local.

















