A Diocese de Jundiaí, localizada no interior de São Paulo, anunciou a excomunhão do padre Rodrigo de Oliveira da Silva. A punição ocorreu após a constatação de que o sacerdote aderiu formalmente à Fraternidade Sacerdotal São Pio X, organização católica ultraconservadora que rompeu com a autoridade do Vaticano.
Excomunhão do padre Rodrigo de Oliveira da Silva
A decisão foi comunicada oficialmente por meio de uma nota pastoral assinada pelo bispo diocesano, Dom Arnaldo Carvalheiro Neto. O documento detalha que a vinculação do religioso ao grupo o colocou em situação de cisma perante a igreja católica.
Este caso não é isolado no país. Em julho, outro sacerdote brasileiro também teve a excomunhão confirmada após se filiar à mesma fraternidade.
Consequências canônicas e sacramentais
Com a excomunhão, todos os atos praticados por Rodrigo no exercício do ministério sacerdotal passam a ser considerados ilícitos. A diocese alertou que as punições atingem a validade de rituais fundamentais da fé.
Especificamente, as absolvições concedidas no sacramento da Penitência e os casamentos celebrados pelo padre são declarados nulos e inválidos. A Diocese de Jundiaí recomendou que os fiéis evitem participar de atividades da organização para preservar a comunhão com a Igreja.
O conflito entre a FSSPX e o Vaticano
A crise atual foi desencadeada em 1º de julho de 2026, na cidade de Ecône, Suíça. Na ocasião, a Fraternidade Sacerdotal São Pio X ordenou quatro bispos sem a autorização do papa Leão XIV.
O grupo foi fundado em 1970 pelo arcebispo francês Marcel Lefebvre como reação aos avanços do Concílio Vaticano II. Os membros defendem a missa antiga, no rito tridentino e em latim, rejeitando a modernização da liturgia.
Perfil do sacerdote e contexto local
Rodrigo de Oliveira da Silva nasceu em Cajamar, no interior paulista, e concluiu sua formação em Filosofia e Teologia em 2009. Ele foi ordenado diácono em 2010 e padre no ano seguinte, atuando posteriormente como pároco da Paróquia Santo Antônio.
O sacerdote já havia solicitado afastamento da diocese em fevereiro. Em abril, ele criticou publicamente a perda da identidade católica em algumas comunidades paroquiais e manifestou o desejo de se manter próximo à Fraternidade São Pio X.

















