Um ex-professor de Ponta Grossa está sob investigação da Polícia Civil por assédio sexual contra uma aluna de apenas 15 anos. O homem utilizou a posição de autoridade para coagir a adolescente, exigindo fotos dela nua sob a ameaça direta de reprovação escolar.
Professor é investigado por assédio e chantagem contra aluna no Paraná
Prints de mensagens divulgados pela polícia revelam a agressividade da chantagem aplicada pelo docente. Ele afirmou categoricamente que a menina não tinha escolha e questionou se ela gostaria de decepcionar a própria família com um mau desempenho no colégio.
A vítima tentou negar as imagens inicialmente, mas foi alvo de pressão psicológica constante. O homem chegou a enviar mensagens ordenando que ela mandasse a foto rapidamente e não demorasse.
O crime ocorreu enquanto o homem exercia a função de professor da adolescente em um colégio estadual de Ponta Grossa. A investigação agora foca na extensão do assédio e se houve outras vítimas no mesmo ambiente escolar.
Afastamento do cargo e providências administrativas
Após a denúncia, o docente passou por um processo administrativo rigoroso e foi imediatamente afastado de suas funções. O Núcleo Regional de Educação (NRE) de Ponta Grossa confirmou que o homem não integra mais o quadro da rede estadual de ensino do Paraná.
O sigilo judicial impede a divulgação do nome do suspeito e da instituição de ensino envolvida. A Secretaria de Educação do Paraná afirmou estar colaborando com as autoridades competentes, fornecendo informações solicitadas pelos órgãos investigativos.
Operação policial e apreensão de dispositivos
A Polícia Civil cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência do investigado, localizada no bairro Uvaranas. A diligência contou com o apoio técnico da Polícia Científica do Paraná para garantir a integridade das provas.
Durante a ação, agentes apreenderam um notebook, pendrives e o aparelho celular do suspeito. Estes dispositivos serão submetidos a perícia técnica rigorosa para analisar todo o conteúdo digital armazenado.
O objetivo principal da perícia é comprovar se houve o armazenamento de outras imagens pornográficas de adolescentes. Isso pode resultar na imputação de crimes adicionais além do assédio sexual já investigado.
Situação jurídica do investigado
O caso está sendo conduzido pelo Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes, conhecido como Nucria. Atualmente, o professor investigado responde ao inquérito em liberdade.
A prisão em flagrante não foi possível porque o prazo legal já havia expirado no momento em que a denúncia foi formalizada perante as autoridades. Agora, a justiça aguarda os resultados da perícia dos aparelhos apreendidos para definir se haverá novas medidas cautelares ou indiciamentos.

















