A Jeep acaba de lançar o Avenger, o modelo mais barato da marca no Brasil, com preço inicial de R$ 114.990. O movimento é uma reação desesperada à perda brutal de mercado para as montadoras chinesas, que reduziram a participação da marca no segmento de SUVs de 20% para cerca de 10% desde 2022.
Jeep Avenger: O novo SUV de entrada da marca
O modelo chega para brigar diretamente com rivais como o VW Tera, Chevrolet Sonic e Renault Kardian. Ele também mira no Volkswagen Nivus, tentando atrair clientes que buscam um veículo compacto mas com a imagem de robustez da marca.
Herlander Zola, presidente da Stellantis para a América do Sul, admitiu que a Jeep ficou fora do radar de quem busca opções eletrificadas. O Avenger é visto como o ponto de inflexão para a marca voltar a crescer no país.
Preços e versões
O SUV é oferecido em quatro versões: Altitude (R$ 114.990), Altitude Pack (R$ 124.990), Longitude (R$ 135.990) e Limited (R$ 145.990). O consumidor precisa ser rápido, pois o preço da versão de entrada é limitado a um lote inicial de 3 mil unidades.
A Jeep não revelou quanto o veículo custará após esse primeiro lote promocional. Essa incerteza coloca pressão sobre quem deseja o carro no menor preço possível antes de um eventual reajuste.
Motorização e performance híbrida
Todas as versões utilizam um motor 1.0 turbo flex com sistema híbrido leve de 12 volts, gerando 116 cv e torque de 20,5 kgfm. O sistema auxilia o motor a combustão, mas é incapaz de movimentar o carro sozinho usando apenas eletricidade.
No consumo urbano, o SUV faz 8,8 km/l com etanol e 12,7 km/l com gasolina. Na estrada, os números sobem para 9,4 km/l (E) e 13,5 km/l (G).
Equipamentos e tecnologia de destaque
Construído sobre a plataforma CMP, o Avenger traz itens como faróis de LED e central multimídia de 10 polegadas já na versão Altitude. A versão Limited eleva o nível com teto solar, câmera 360º e faróis LED Matrix.
Um diferencial tecnológico é a integração do ChatGPT na multimídia, permitindo interagir com funções de navegação e ar-condicionado. No entanto, o espaço interno é um ponto crítico; motoristas mais altos podem sentir desconforto por assentos mais curtos e estreitos que os do Renegade.

















