Um módulo do foguete Falcon 9, da empresa SpaceX, colidiu violentamente contra a superfície lunar no dia 5 de agosto. A Nasa divulgou nesta terça-feira (18) as imagens do rastro de destruição deixado pelo impacto.
As fotografias foram capturadas pelo Orbitador de Reconhecimento Lunar (LRO) entre os dias 11 e 12 de agosto. O registro ocorreu cerca de uma semana após o choque ter acontecido.
O LRO percorre a Lua de polo a polo a cada duas horas. Para conseguir as fotos, a agência precisou inclinar a espaçonave para que as câmeras apontassem exatamente para o alvo enquanto viajava a 1,6 quilômetro por segundo.
Dimensões e características do impacto
A cratera resultante do impacto na Lua tem 18 metros de largura. Cientistas estimaram que a profundidade do buraco é de cerca de três metros.
Esses números foram calculados com base no comprimento da sombra projetada no solo lunar.
Antes da Nasa, a agência espacial da Coreia do Sul já havia divulgado as primeiras imagens do local no dia 6 de agosto.
Análise geológica: faixas claras e escuras
As imagens revelaram raios de cores distintas ao redor da área atingida. As faixas escuras consistem em poeira e rochas superficiais que foram alteradas por raios cósmicos, vento solar e micrometeoritos.
Esse material escuro foi expelido de uma profundidade de cerca de 45 centímetros. Já as faixas claras na borda da cratera indicam a exposição de material fresco vindo de camadas ainda mais profundas do subsolo.
A análise dessas cores permite que os cientistas entendam a composição do solo lunar sem precisar de amostras físicas.
Origem do foguete e a missão Falcon 9
O Falcon 9 foi lançado em janeiro de 2025. Ele transportava dois módulos: o Blue Ghost, da Firefly Aerospace, e o Resilience, da japonesa Ispace.
Enquanto o Blue Ghost pousou com sucesso, o Resilience acabou colidindo com a superfície. O segundo estágio do foguete continuou orbitando a Terra até que, como previsto por cálculos anteriores, caiu na Lua neste mês de agosto.

















