O empresário João Vitor Batista Pinheiro, de 45 anos, morreu na tarde de terça-feira (18) enquanto realizava um procedimento estético em Fortaleza. O óbito foi constatado às 12h52 no Espaço Michelle França, clínica situada no Pátio Dom Luís, no bairro Meireles.
João Vitor era o proprietário da Casa de Fogos São João, empresa especializada na montagem de efeitos pirotécnicos para eventos. Ele era uma figura conhecida no setor de entretenimento do Nordeste. Sua trajetória profissional incluiu a prestação de serviços para grandes artistas, como Wesley Safadão, Mari Fernandez e Taty Girl.
O empresário deixa esposa e dois filhos, de sete e 14 anos. A empresa onde trabalhava publicou uma nota de pesar nas redes sociais lamentando a perda do CEO.
Detalhes do procedimento e a morte
A vítima passou por um lifting facial, especificamente de têmpora, para tratar flacidez e redefinir o contorno do rosto. Durante a intervenção, o paciente apresentou uma piora súbita. Registros periciais apontam que houve a saída de espuma rosa pela boca do empresário.
Equipes no local realizaram sete ciclos de manobras de ressuscitação cardiopulmonar. Todas as tentativas de reanimação foram sem sucesso.
Anestesia e histórico clínico
A profissional responsável informou que o paciente possuía histórico de hipertensão. Para a cirurgia, foi administrada uma composição anestésica composta por cinco substâncias.
O protocolo incluiu 3 mg de midazolam, 100 mcg de fentanil, 25 mg de cetamina e 60 mg de lidocaína. Além disso, foram aplicados 100 mg de propofol em infusão contínua.
Investigação e questionamentos jurídicos
A Polícia Civil do Ceará, por meio da Delegacia do 2° Distrito Policial, investiga as circunstâncias do óbito. O corpo foi encaminhado à Perícia Forense (Pefoce) para exames toxicológicos e de alcoolemia. Apenas o laudo pericial poderá determinar a causa exata da morte.
O advogado da família, Alyson Castro, questiona se a estrutura do local era adequada para cirurgias invasivas. A defesa também busca apurar a habilitação profissional da responsável, que é cirurgiã-dentista. A família pretende processar a clínica nas esferas cível e criminal.

















