Três carros estacionados foram engolidos por um buraco que se abriu repentinamente em uma calçada de Porto Alegre nesta segunda-feira (24). O incidente ocorreu por volta das 9h20min na rua Almirante Tamandaré, no bairro Floresta.
Testemunhas relataram ter ouvido um barulho forte antes de perceberem que os veículos haviam sumido sob o pavimento. Além dos automóveis, duas árvores também foram derrubadas pelo colapso do solo.
Um dos proprietários, o tecnólogo Cassiano Junqueira, descreveu que houve apenas um estouro antes de notar a cratera. Seu automóvel teve a traseira, a porta e parte do teto amassadas, mas ele confirmou que o veículo possui seguro. Outro dono de veículo, que preferiu não se identificar, estava no trabalho quando recebeu a notícia do desastre.
Causa do desabamento e estrutura afetada
O problema aconteceu sobre uma galeria de macrodrenagem feita de concreto, instalada a cerca de 2,4 metros de profundidade. Essa estrutura é responsável por canalizar um trecho do Arroio Tamandaré.
Apesar do susto, as informações preliminares indicam que nenhuma rede de água tratada foi atingida pelo desabamento. A prefeitura informou que a reconstrução da galeria exigirá equipes especializadas por se tratar de intervenção em espaço confinado e de grande complexidade.
Operação de resgate e remoção dos veículos
A retirada dos carros começou por volta das 13h30min em uma operação considerada complexa devido à posição dos veículos. Os automóveis precisaram ser içados pela parte traseira para depois serem posicionados em uma rampa.
O terceiro veículo foi o mais difícil de resgatar, levando mais de uma hora para ser removido pois estava preso sob uma das árvores que cederam. O Capitão Manoel Maurício Ramos Neto, do Corpo de Bombeiros Militar, afirmou que não havia riscos imediatos para a população. As equipes aguardaram a chegada de maquinário específico para realizar o corte das árvores e a extração dos carros.
Impacto no trânsito e responsabilidades
A EPTC bloqueou totalmente o cruzamento das ruas Almirante Tamandaré e Santos Dumont para viabilizar os reparos. Motoristas foram orientados a buscar rotas alternativas, já que ainda não existe previsão para a conclusão dos trabalhos de reconstrução.
Um detalhe polêmico surgiu após a análise da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana: o local é destinado exclusivamente à circulação de pedestres. Apesar disso, existia uma marcação de tinta no chão que levava a entender que se tratavam de vagas para veículos. O Dmae ressaltou que a conservação e manutenção das calçadas são de responsabilidade dos proprietários ou responsáveis pelos imóveis lindeiros.

















