Engler quer abrir ‘caixa-preta’ de toda PBH e dar bonificação a servidores

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Apoio declarado de Jair Bolsonaro é apontado como uma das causas para segundo lugar de Engler (Moisés Santos/BHAZ)

O deputado estadual e candidato do PRTB (Partido Renovador Trabalhista Brasileiro) à PBH (Prefeitura de Belo Horizonte), Bruno Engler, propõe a criação de um programa de auditoria e análise de todos os contratos vigentes da gestão municipal, uma espécie de abertura da ‘caixa-preta’ geral da prefeitura para identificar irregularidades; promete também abrir uma policlínica em cada regional da cidade; um modelo de avaliação e bonificação para os servidores públicos, além do retorno imediato das aulas em um modelo misto – presencial e à distância.

Essas e outras informações foram reveladas em entrevista exclusiva ao BHAZ. O jovem deputado de 23 anos é o 11º candidato a participar da sabatina realizada pelo portal com todos os 15 postulantes a assumir a prefeitura a partir de 2021. Acompanhe a cobertura das eleições municipais em todas as nossas redes e clique no nome do candidato para conferir as entrevistas realizadas:

Bruno Engler também descartou, caso eleito, a possibilidade de conceder um reajuste na tarifa do transporte público, em seu primeiro ano de mandato. O candidato também comentou polêmicas: a briga interna em seu partido acerca da escolha de seu vice e sobre servidores de seu gabinete que estão ligados à produção e distribuição de notícias falsas e ataques a manifestações da oposição.

Meritocracia e bonificação

Um das propostas de Bruno Engler é avaliar os servidores em um sistema de meritocracia. Ao explicar a ideia, o deputado apontou que tratam-se de programas de avaliação para instituir bônus por desempenho. “Muito se critica o servidor público, mas, na verdade, é um sistema viciado, então se fala ‘ah, o servidor público é acomodado, é isso, é aquilo. Mas não existe, de fato, políticas de incentivo”, introduziu o assunto.

“Nas empresas privadas, você tem essas políticas, o funcionário que rende bem, que faz um trabalho, ele é gratificado por isso. Então, a gente quer instituir um programa de metas para melhorar o atendimento ao cidadão e premiar o servidor que está realizando um trabalho que está bem atendendo a população”, esclareceu o candidato.

Corrupção Zero

Um dos programas propostos por Bruno Engler em seu plano de governo é o ‘Corrupção Zero’. Segundo o concorrente, trata-se de uma auditoria de todos os contratos vigentes da prefeitura para identificar e sanar irregularidades, além da instituição do critério de ficha limpa. “Nós não vamos nomear ninguém que não passe nas regras da Lei da Ficha Limpa para os cargos de livre nomeação”, disse.

Segundo o candidato, o programa também consiste em “uma reestruturação e fortalecimento da Controladoria-Geral do Município, para que tenha uma presença firme em cada órgão da prefeitura, de fiscalização das obras do que está sendo feito BH, para ver se o dinheiro está sendo bem empenhado, de acordo com o interesse dos belo-horizontinos. Acredito que com essas três medidas a gente consegue diminuir e muito o dinheiro que vai pelo ralo da corrupção”, afirmou.

‘Gabinete do ódio’ e fake news

Assessores do gabinete do deputado, na Assembleia Legislativa de Minas, estiveram envolvidos em polêmicas como propagação de notícias falsas, ataques a figuras públicas e a quebra de uma placa em homenagem, em BH, à vereadora assassinada no Rio de Janeiro, Marielle Franco. O candidato comentou sobre os temas. Segundo Bruno Engler, não há notícias falsas e, tampouco, um gabinete do ódio. 

No primeiro caso, ele falou sobre a relação de sua assessora Fernanda Salles, que foi a autora de uma matéria no blog Terça-Livre com informações falsas sobre a jornalista do jornal Estado de S. Paulo, Constança Rezende. 

“Primeiro, que não se trata de notícias falsas. O caso da Fernanda foi uma coisa muito simples. A jornalista do Estadão deu uma entrevista por um jornalista francês, deu entrevista em inglês. O jornalista francês se passou por um estudante, falou que era um trabalho de faculdade. O que a Fernanda fez foi simplesmente traduzir para o português a matéria que foi publicada por esse jornalista francês”, disse. 

Outro ponto polêmico em seu gabinete é o envolvimento de um assessor no disparo de um vídeo crítico ao youtuber Felipe Neto. O deputado e o funcionário foram processados pelo influencer, que também aponta informações falsas e no conteúdo viralizado. 

“O Guilherme Amado e o Felipe Neto falam que o meu gabinete é uma milícia digital, que nós fizemos um vídeo. Muito pelo contrário. Ele [o assessor] encontrou aquele vídeo no Twitter e postou no Facebook: ‘deixem os seus filhos assistirem Felipe Neto’, como alerta para outros pais que têm filhos pequenos como ele. E aí, virou uma bola de neve, falaram que a gente estava produzindo fake news, que o gabinete era uma milícia digital, não sei o quê, ódio para lá, ódio para cá”, argumentou o concorrente. 

Bruno Engler também se defendeu do processo que responde. “É um vídeo, de fato, com uma edição, coloca ali uma luz verde, coloca ali uma musiquinha. Mas o conteúdo do vídeo, a gente fez questão de analisar, até porque se fosse injusto, a gente poderia se retratar, é todo do mesmo vídeo, onde ele fala para o público infantil dele”, afirmou. 

O postulante à PBH diz ainda que Neto fala no vídeo “uma série de conteúdos inapropriados, sexualmente explícitos, que não condizem com o público infantil que o assiste e o idolatra”. “Isso é uma irresponsabilidade para o produtor de conteúdo. Mas eu tenho total tranquilidade em relação à atuação dos meus assessores. De maneira nenhuma é fake news”, acrescentou.

Placa de Marielle arrancada

Ainda sobre assessores do deputado, um grupo deles arrancou uma placa em homenagem à Marielle Franco, instalada em uma praça no bairro Floresta, na região Central de Belo Horizonte. Para Bruno Engler, o vandalismo foi correto. Olha, eu entendo que a praça tem nome, não é Marielle Franco, e a gente não pode fazer as coisas da maneira que a gente quer. Não é porque eu acho que a praça deveria chamar Marielle Franco, que eu devo colocar uma placa lá. Eu vou decidir os nomes da praça agora? Então, pô, eu passo pela Praça da Assembleia e gosto muito do Jair Bolsonaro. A partir de amanhã, vai ser a praça Jair Bolsonaro, vou colocar a placa lá”, disse. 

“Se eles querem nomear a praça Marielle Franco, que passe pelo devido processo legal, que passe pela Câmara de Vereadores e instituam a placa de acordo com o poder público. Da mesma maneira que eles têm o direito de colocar essa placa, o meu pessoal tem o de onde tirar, se eles assim entenderem. Então, acho super tranquilo. Estavam prestando um serviço público de consertar uma placa indevida que ali estava”, acrescentou. 

‘Não é firmeza, é tirania’

O candidato criticou a postura do atual prefeito, Alexandre Kalil (PSD), em relação ao trato com as escolas e a não retomada das aulas na capital. Segundo o deputado, o acionamento da Justiça e a recolha dos alvarás foram um erro. “Eu não enxergo como firmeza, enxergo como tirania. Um prefeito que acha que é dono de Belo Horizonte e não tem diálogo com os setores da nossa cidade. A educação da rede privada pedindo desesperadamente para voltar a funcionar, apresentando alternativas e protocolos, e a prefeitura combatendo, caçando alvará das escolas para que elas não pudessem funcionar”, afirmou. 

Ainda sobre educação, Bruno Engler propõe a retomada imediata das aulas caso seja eleito, em um modelo que possa atender a todos. “A nossa proposta é de retomada da educação presencial em Belo Horizonte, nós vamos permitir o ensino presencial na rede privada de BH e vamos voltar com o ensino presencial na rede Municipal. E o modelo que eu defendo é o modelo misto”, disse. 

Modelo misto de volta às aulas

O postulante explicou os detalhes da estratégia sugerida para a retomadas das atividades presenciais nas escolas da capital. “O modelo misto que a gente quer é o seguinte: você retorna às aulas presenciais, mas, para aqueles pais ou alunos que ainda não se sentirem seguros de voltar às aulas, e é um direito dele, você dá opção do ensino à distância”, afirmou Bruno Engler.

Para driblar a falta de acesso a internet ou mesmo a televisão e rádio de considerável parcela da população, o postulante propõe a parceria com o setor privado. “Nessa questão das escolas, a gente também acredita que pode buscar parcerias com o setor privado, seja por um empréstimo de um equipamento nesse período para criança poder acompanhar em casa. Nós vamos ter que buscar soluções, a gente só não pode achar que a solução é fechar a escola completamente e achar que o problema vai desaparecer”, afirmou. 

Sobre possíveis intervenções físicas nas unidades educacionais, Bruno Engler disse que “a ideia é voltar o mais próximo da normalidade”. “É claro que é preciso sentar com especialistas para gente minimizar o perigo de transmissão do vírus e chegar a um protocolo que seja razoável praticado pelas escolas e que também minimize a possibilidade de contaminação.  Nossa ideia é sim permitir a volta e fazer pequenas adequações estruturais e adequações no funcionamento das escolas para que elas possam voltar a funcionar”, complementou.

Horário de aula estendido  

O candidato disse que pretende adotar um horário de aula estendido na rede municipal para aplicar o conteúdo perdido em 2020. “A gente tem que pensar que nós já estamos com quase um ano de educação em atraso. Então a nossa ideia, para além de voltar com educação, é ter um horário de aula estendido para que os alunos possam recuperar o conteúdo que não foi ministrado ao longo deste ano”, disse. 

“Porque, de fato, se a gente passar todo mundo, é dizer que educação não vale nada, que é protocolar. Mas, se a gente atrasar um ano a vida dos nossos alunos, falar que eles vão ter que repetir esse ano, também é uma situação complicada. Então a gente acredita que neste primeiro ano de mandato, nós vamos ter um horário estendido, quase integral, para que os alunos possam ter, em um ano, o conteúdo, praticamente, de dois anos”, complementou. 

Por fim, Bruno Engler rechaçou a ideia de adotar um rodízio dos alunos no sistema de ensino para não aumentar a desigualdade. “Impondo um rodízio, você torna isso ainda mais difícil, porque você vai diminuir a quantidade de horas aula por aluno e a gente vai enfrentar mais dificuldades para retomada desses conteúdos”, ressaltou.

‘Sem palavra e desonesto’

Bruno Engler tem enfrentado um embate interno com o próprio partido sobre quem será de fato seu candidato ou candidata à vice. Ele insiste no nome da Coronel Cláudia (PSC), enquanto a sigla resolveu colocar o nome de Mauro Quintão (PRTB), desfazendo a aliança que o daria tempo de rádio e TV e o permitiria participar do debate. Ao ser questionado sobre o tema, o deputado disparou críticas ao presidente nacional do partido, Levy Fidelix. 

O concorrente à PBH afirma que, mesmo com o convite para ingressar em partidos maiores, vai ficar no PRTB e tentar articular uma chapa com outros partidos. “Depois, com muito custo, consegui amarrar uma coligação com o PSC, que pediu para indicar a vice. Seria uma outra vice, não a Coronel Cláudia, mas também uma boa pessoa. O PRTB ligou lá no PSC e falou que não aceitava a coligação, não aceitava a vice e sabotou a minha coligação”, contou. 

“E depois, o Mauro Quintão, então presidente municipal da legenda, me informou que estaria colocando o seu nome como vice. Eu comecei a ligar para o Levy Fidelix, e o Levy simplesmente não entendeu. Eu fui a São Paulo para tentar falar com ele, ele fingiu que não estava lá, mas nós sabíamos que estava e se recusou a me receber”, acrescentou.

Duas chapas foram registradas com o nome de Bruno Engler e o TRE-MG (Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais) indeferiu a coligação que permitiria a chapa com a Coronel Cláudia de vice. Agora, ele enfrenta o partido na Justiça para viabilizar a sua chapa. Bruno mostrou-se indignado com a sigla. 

“É algo que me incomoda bastante. Eu acho que na política tem que ter palavra. Por isso eu fui lá e registrei a chapa avulsa com a Coronel Cláudia, que é a vice que eu escolhi. Não tenho nada pessoal contra o senhor Mauro Quintão, que é a ponta da lança ali. Agora, o senhor Levy Fidelix se mostra uma pessoa sem palavra, mentirosa, desonesta e eu não consigo aceitar isso. Então isso precisa ser mostrado, a minha insatisfação com o PRTB”, afirmou. 

Escolas cívico-militares

Questionado sobre a queda no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), Bruno Engler disse que a cidade precisa mudar o tipo de metodologia de ensino e, para isso, aposta na implementação de escolas cívico-militares. “Eu estive no Ministério da Educação, junto ao antigo ministro Weintraub [Abraham, atual diretor-executivo do Banco Mundial], quando esse modelo estava terminando de ser desenvolvido. E o modelo das escolas cívico-militares é um modelo que é desenvolvido pelo MEC (Ministério da Educação e Cultura). Basta ao ente federado, Estado ou município aderir ao modelo e a União custeia a transformação da escola em uma escola cívico-militar. É o modelo que gera hierarquia, disciplina e cria um ambiente propício para o aprendizado”, promete. 

“A gente vai aderir ao programa das escolas cívico-militares do MEC, que vai fazer os projetos pilotos. Depois que esse projeto estiver consolidado, vamos buscar parcerias com o governo do Estado e com a Polícia Militar para que nós possamos ampliar esse modelo”, acrescentou.

Maternidade e unidades de saúde

Quanto à inauguração da maternidade Leolina Leonor Ribeiro, em Venda Nova, descartada por Kalil, Bruno Engler disse que o “compromisso é  inaugurar e colocar para funcionar”. “Em primeiro lugar, é preciso entender que todos nós adoraríamos construir mais hospitais, construir uma maior rede de saúde. Mas eu não posso ser irresponsável, desconhecendo a situação financeira do município de prometer um número específico. Mas é claro que nós queremos a ampliação de UPAs, queremos a ampliação da nossa rede de saúde”, disse. 

Sobre a estrutura da saúde na capital, Engler disse que pretende construir policlínicas em todas as regionais. “Uma coisa que nós vamos criar é uma policlínica em cada regional para atendimento especializado, atenção à saúde da família e atenção odontológica. É algo que é mais simples de se fazer do que um hospital por inteiro”.

Sobre essas novas estruturas, o candidato disse que elas podem ser construídas do zero ou viabilizadas utilizando estruturas já existentes nas regiões. “Seriam consultórios para consultas específicas de uma policlínica, dentro da nossa ótica de priorizar a saúde preventiva”, disse e acrescentou que elas não substituirão as UPAs. 

Parceria privada na saúde

Para zerar a fila de espera por exames e consultas, o candidato propõe adotar a programa de parceria com a rede privada de saúde para viabilizar atendimentos fora do horário convencional. “Na questão de exames, queremos instituir o ‘Saúde Noturno’, programa que foi aplicado com sucesso em São Paulo, para que os pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde) possam fazer exames na rede privada, em horários alternativos”, explicou. 

“Para além disso, a gente quer a ampliação na atenção, à saúde preventiva, porque quando você identifica um problema logo no início, você tem uma facilidade muito maior de resolver. Então, melhora a saúde das pessoas e gera uma economia de gastos em saúde em Belo Horizonte”, acrescentou.

Privatização do SUS

Sobre a recente polêmica envolvendo a privatização do SUS, Bruno Engler disse que houve um exagero da imprensa. “Acho que o SUS é importantíssimo. Houve uma falta de interpretação de pessoas que não leram o decreto do presidente Bolsonaro, de que se tratava de um decreto de privatizar o SUS. Queria saber onde estavam as agências checadoras de fake news, para esclarecer que isso não era verdade. Era um decreto para estudos de parcerias com o setor privado para melhor estruturação de unidades básicas de saúde, unidades de pronto atendimento”, disse. 

“Foi um escarcéu tão grande que ele até revogou o decreto para não ter mais problema. Mas qual é o problema de você buscar uma parceria público privada para que o setor privado ajude a investir e melhorar a estrutura da saúde pública. Então, acho que o SUS é muito importante e acho que, no que o setor privado puder ajudar o poder público, melhor para a saúde dos belo-horizontinos”, acrescentou . 

Retomada econômica

Bruno Engler também sugere a retomada das atividades integrais da economia de BH ao criticar os protocolos adotados pela atual gestão. “A primeira coisa que nós vamos fazer na prefeitura é promover a retomada do comércio em tempo integral. Esse horário alternativo da atual prefeitura não faz o menor sentido. Você diminuir o horário para evitar aglomeração é uma conta que não fecha”, afirmou. 

Bruno disse que a retomada da economia da cidade passará por renegociações de impostos e multas e diálogo com os setores afetados. “Vamos buscar soluções, seja através de uma renegociação de impostos, dentro daquilo que for viável; seja por um prazo maior de pagamento; seja através de isenção de multas que foram aplicadas durante a pandemia e que penam muito o setor comercial; ou seja através de uma desburocratização que é muito necessário aqui em Belo Horizonte”, afirmou. 

Linhas de ônibus e trocadores 

Sobre transportes, Bruno Engler disse que exigirá das empresas que as linhas de ônibus sejam recompostas e que os cobradores voltem aos seus postos de trabalho. “Então, a gente, num primeiro momento, para o transporte público vai exigir a volta das linhas na sua integralidade e trabalhar também para voltar com os cobradores nos ônibus de BH”. 

Ainda segundo o concorrente, será realizada mais uma auditoria nos contratos das empresas de transporte. “Na verdade, nós queremos passar a prefeitura de Belo Horizonte à limpo. O atual prefeito prometeu que abriria a caixa-preta da BHTrans e não o fez. Nós queremos fazer auditoria de todos os contratos vigentes da prefeitura para identificar e sanar vícios ou irregularidades. É claro que as empresas de ônibus são uma operação comercial, ninguém está ali fazendo caridade, eles têm que ter sim uma atividade rentável. Mas é preciso levar em consideração que é um serviço público e que poder público impõe limite e regras”, destacou. 

Sem reajuste na passagem

O candidato também disse que não vai ter reajuste na passagem da capital em seu primeiro ano de mandato, caso ele seja eleito. “De maneira nenhuma. Não vai ter reajuste. Nossa passagem já é muito cara. Principalmente, agora, com o cenário financeiro que nós vamos encontrar, com as pessoas em muitas dificuldades ”, prometeu. 

Linha 2 do metrô

Bruno Engler disse que acredita que a segunda linha do metrô da capital seja viabilizado, independentemente de qual seja o prefeito eleito. Para isso, o concorrente aposta na articulação da bancada mineira no Congresso. “A gente tem expectativa também da linha dois do metrô. O presidente Bolsonaro e o ministro Tarcísio já demonstraram a intenção de destinar R$ 1 bilhão para a construção da linha dois, mas se esbarrou em um empecilho jurídico, parece que vai ter que passar pelo Congresso Nacional. Mas a bancada mineira é uma bancada muito forte e, certamente, vai conseguir liberar esse recurso”, aposta.

Guarda Civil como PM

Bruno Engler disse que a Guarda Civil Municipal tem sido mal utilizada e que pretende reforçar o armamento dos agentes e integrar a corporação ao sistema de segurança, criando um centro de operações. 

“Eu acho que a guarda tem sido usada de maneira ostensiva, de forma errada. Eu quero a guarda 100% armada. Eu quero a guarda como órgão de segurança pública, ajudando a fortalecer a segurança do nosso município. Hoje, o prefeito Kalil usa os guardas para prender vendedor de espetinho na avenida Bandeirantes e ir com fiscal da prefeitura fechar a loja das pessoas e fiscalizar grade na Lagoa da Pampulha, para ver se a turma está andando de bicicleta. Isso não é função de Guarda Municipal”, afirmou. 

O candidato também propõe um estudo para monitorar os índices de criminalidade e definir pontos para colocar a Guarda Civil Municipal, com o objetivo de diminuir os crimes. “A gente quer colocar a guarda em lugares estratégicos para que possa melhorar a questão da segurança pública e não para ficar importunando o comerciante que está tentando ganhar a vida depois de sete meses fechado”, disse.

“Para além disso, a gente quer criar em cada regional o Centro Integrado de Inteligência e Segurança Pública, semelhante ao COP (Comando de Operações Policiais). Hoje só tem um em Belo Horizonte. [Isso é] Para aproximar a segurança pública dos cidadãos e tornar ainda mais dinâmico o monitoramento e atuação da segurança pública”, acrescentou.

Plano para cumprir tabela

Assim como o BHAZ tem feito com todos os candidatos, Bruno também respondeu a questionamentos enviados por leitores. Um deles questionou o postulante – de maneira ácida – sobre seu plano de governo protocolado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O documento de quatro páginas contém apenas uma lista com propostas não aprofundadas. 

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Pergunta do leitor Matheus Ribeiro (Reprodução/Facebook)

“Na verdade, o que acontece é que registramos um plano no TSE apenas com diretrizes para cumprir tabela. A gente estava enfrentando dificuldades dentro do partido, com uma indefinição da questão de convenção, questão de vice. Então, a gente fez um plano de linhas gerais, um plano extremamente enxuto. Mas o plano de governo, no Brasil, a gente sabe que ele não vincula o candidato. Depois, a gente sentou com mais calma, definiu as nossas propostas de maneira mais robusta”, disse.

Por fim, o candidato convidou seus eleitores e quem esteja o acompanhando para acessar o site de sua campanha e conferir as propostas não apresentadas ao TRE-MG.

Edição: Thiago Ricci
Rafael D'Oliveira
Rafael D'Oliveirarafael.doliveira@bhaz.com.br

Repórter do BHAZ desde janeiro de 2017. Formado em Jornalismo e com mais de cinco anos de experiência em coberturas políticas, econômicas e da editoria de Cidades. Pós-graduando em Poder Legislativo e Políticas Públicas na Escola Legislativa.

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