O Tribunal do Júri de Belo Horizonte julga, nesta terça-feira (30) Gilmar Pereira Calmos, acusado de matar Magna Laurinda Ferreira Pimentel, de 50 anos, e ocultar o corpo da vítima em uma cisterna, no bairro Candelária, na região de Venda Nova. O crime ocorreu em agosto de 2024.
Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Gilmar é um dos quatro denunciados pelo homicídio. Ele responde por homicídio qualificado, por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, e por ocultação de cadáver. Preso, ele será o primeiro réu a ser julgado no caso.
De acordo com a denúncia, o crime teria sido motivado pela descoberta de um empréstimo de alto valor contratado, sem autorização, na conta do pai de Magna, Valter Holegário Pimentel. O Ministério Público sustenta que o dinheiro foi desviado em benefício de Marluce Pereira dos Santos, companheira de Valter, e dos três filhos dela: Gilmar, Paloma Pereira de Jesus e Paola Pereira de Jesus.
Ainda conforme a acusação, após descobrir a movimentação financeira, Magna exigiu que o dinheiro fosse devolvido e avisou que procuraria a polícia caso isso não acontecesse. A partir daí, segundo o MPMG, os denunciados passaram a planejar o assassinato da vítima.
As investigações apontam que Magna foi convencida a ir até a casa do pai sob a promessa de que receberia o dinheiro de volta. No imóvel, conforme a denúncia, ela foi atacada por Gilmar Pereira Calmos com diversos golpes de instrumentos contundentes, não resistindo aos ferimentos.
Após o homicídio, de acordo com o Ministério Público, os envolvidos colocaram o corpo da vítima em uma cisterna no quintal da residência e fecharam a estrutura com cimento para ocultar o cadáver.
Além de Gilmar, também foram denunciadas Marluce Pereira dos Santos, Paloma Pereira de Jesus e Paola Pereira de Jesus. Segundo o Ministério Público, Marluce teria planejado o crime, enquanto Paloma e Paola teriam atraído a vítima ao local sob o pretexto de devolver o dinheiro.










